Você rói unha?

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Esse distúrbio tão comum, é comumente relacionado a ansiedade ou até a genética.

Um novo estudo, porém, contesta essa afirmação ou pelo menos nos dá outra forma de pensar.

Claro que muitos associam o hábito de roer as unhas ao nervosismo ou à ansiedade, isto é tão difundido que algumas pessoas que têm este hábito, frequentemente chamam de vício e tentam se desculpar ou esconder as mãos quando são descobertas.

Mas vejamos os outros vários estudos sobre esse tema e comecemos a perceber outras possibilidades.
Vale lembrar que apesar de acharmos esse hábito trivial, nojento ou mesmo coisa de pessoas sem força de vontade, o fato é que para a ciência esta atitude, de roer as unhas, ainda é um mistério e que não é necessariamente um sinal de ansiedade, isto porque algumas pessoas também o fazem quando estão entediadas, com fome, frustradas ou tentando completar uma tarefa difícil.

Um dos relativamente poucos estudos sobre o tema, publicado na revista especializada Iranian Journal of Medical Sciences, descreve a necessidade de um esforço multidisciplinar para diminuir esse hábito que pode ser prejudicial a saúde.

Aliás há um nome para ele, o termo técnico é onicofagia e afeta entre 20% e 30% da população mundial, “podendo levar a problemas psicossociais significativos e ter um impacto negativo na qualidade de vida”, de acordo com outro estudo publicado em 2016 na revista PubMed.com.

Esse problema pode afetar as unhas, a boca e pode se tornar grave quando ele está associado ao TDAH (transtorno de déficit de atenção com hiperatividade) ou ao TAS (transtorno de ansiedade por separação) dando a ele o status de TOC (transtorno obsessivo compulsivo) segundo a Associação Americana de Psiquiatria. Não é preciso falar como tal classificação é contestada e debatida, mas o fato é que apesar de a onicofagia ser, como no caso do TOC, uma conduta natural levada ao excesso, as obsessões do TOC são motivadas por ansiedade. O que não parece ser o principal motivo da onicofagia.

Mas o que eu queria, de verdade, falar com vocês é sobre um estudo que associa esse hábito ao prazer e a necessidade de perfeição e ao fato de ser altamente relaxante!!

Alguns psicólogos Freudianos explicam o roer de unhas como um distúrbio no desenvolvimento da fase oral, seria um substituto da amamentação.

Por outro lado um estudo que merece ser transcrito nos revela mais uma possibilidade de pensar o assunto a ligação com o prazer e aparência.

Alguns estudos com animais substitui o roer as unhas ao alisar pelos dos camundongos um hábito também bastante comum destes animais, quando cientistas deram endorfinas a eles – o chamado “hormônio da felicidade” – eles alisavam menos o pelo.

Quando eles recebiam medicamentos que bloqueavam as endorfinas, os camundongos alisavam mais o pelo.
Isso parece indicar que alisar o pelo – e isso remete ao hábito de roer as unhas – em excesso é um ato ligado ao prazer.

Já estudos publicado em 2015 na revista Journal of Behaviour Therapy and Experimental Psychiatry, indica que a onicofagia pode ser impulsionada pelo perfeccionismo. Nas conclusões do estudo, que tem como título “O Impacto das Emoções nas Condutas Repetitivas Centradas no Corpo”, mostraram que as pessoas que roem as unhas podem apresentar certo grau de perfeccionismo e que o roer as unhas pode ajudar diminuir a irritação, tédio ou insatisfação.

Mas qual realmente o objetivo deste artigo? Bom semana passada falávamos sobre o equilíbrio da nossa flora bacteriana e colocar a mão na boca pode nos trazer agente estranhos que desequilibram e causam doenças que se manifestam não só no tracto digestivo mas em pele e boca. O tão temido vírus do Covid pode entrar por esta porta tão escancarada, mas há ainda outras doenças que nos causarão grandes transtornos.

Mas termino essa nossa conversa perguntando por que então fazemos isso de forma tão automática??
Sei que não é educado terminar a fala com a pergunta, mas essa semana tire alguns minutos e se pergunte: Quais hábitos que eu sei que fazem mal e não consigo ver a motivação para parar? Eu escolho ter o dever de me cuidar ou o direito de me machucar?

Pense bem e me conte.

Mudar é um caminho novo, não asfaltado no cérebro que temos a obrigação de trilhar, mesmo sabendo que ao lado há uma estrada super rápida e asfaltada mas o seu fim não é bom.

Sobre Noory Lisias

Noory Lisias é fisioterapeuta, formada na Universidade Católica de Petrópolis, Mestra em Psicologia, especialista em Análises de Sistemas Corporais e com pós-graduação em Neuroanatomia Funcional no Método Bobath de Estimulação Neurológica e no Método Kabat, atuando há mais de 25 anos tratando lesões neurológicas e psicossomáticas.

Além de diversas outras especializações como:

  • Barras de Access | Facelift e Corporal
  • Low Pressure Fitness | LPF
  • Método Maitland
  • Pilates
  • Reeducação Postural Global | RPG
  • Aparelho Genital Feminino
  • Programação Neurolinguística | PNL
  • Proprioceptive Neuromuscular Facilitation | PNF (Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva)

YouTube: NooryLisias
Facebook: noorylisiasfisio
Instagram: @noorylisias
Site: noorylisias.com.br
https://linktr.ee/noorylisias

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