A Coordenadoria de Vigilância Sanitária (Covisa) recebeu, só nos últimos três meses, oito contatos de empresários, que buscaram mais informações junto ao município após suspeitarem da atuação de falsos fiscais do órgão. Segundo os relatos dos comerciantes, o objetivo dessas pessoas é cobrar dinheiro para evitar possíveis fiscalizações no comércio. Os criminosos entram em contato por telefone, alertam sobre as fiscalizações e pedem o dinheiro. Em troca, as inspeções seriam frustradas.

“Recebemos relatos de que um homem se faz passar por fiscal sanitário.Algumas vezes, se dizendo ser da Vigilância municipal e outras da Vigilância estadual, sempre com nomes diferentes. Já foram utilizados os nomes Rogério, Carlos Alberto e Carlos Eduardo. Queremos alertar a população que não fazemos contato por telefone para comunicar ações fiscalizatórias. Muito menos, cobramos qualquer taxa pelos serviços prestados ou para deixar de fiscalizar algum estabelecimento”, destaca a coordenadora de Vigilância Sanitária, Dayse Carvalho.

A Covisa reforça a importância de as denúncias serem feitas diretamente na delegacia. A Coordenadoria de Vigilância Sanitária é um órgão da Secretaria de Saúde do município e não realiza cobranças de qualquer natureza, nem faz contato por telefone. As taxas devidas e tributos arrecadados pela Coordenadoria são aceitos, exclusivamente, através de conta bancária em nome da Prefeitura, sendo repassados diretamente para o Tesouro municipal.

Todos os fiscais, em ações durante o dia e à noite, sete dias por semana, utilizam colete de identificação com o brasão do município no peito e logomarca da Covisa nas costas. Os agentes possuem carteira de identificação de fiscais sanitários e, em todas as ações de fiscalização, são emitidos termos oficiais com o brasão da cidade

“O empresário pode verificar, ainda, identificação da Secretaria Municipal de Saúde e do Departamento de Vigilância em Saúde neste documento. Esses termos oficiais são talões numerados em quatro vias, sendo que o empresário inspecionado recebe uma das vias coloridas, ficando a original em seu processo, uma terceira via sob controle da administração da Covisa e a última anexada ao bloco de controle, que são arquivados por até cinco anos”, explica Dayse.

A denúncia deve ser feita diretamente pela vítima à delegacia mais próxima, que pode apurar com base nas informações passadas. Mas, em caso de dúvidas, os contatos da Coordenadoria de Vigilância Sanitária estão disponíveis pelos telefones (24) 2246-9209 e 2246-9041. O serviço funciona nos dias úteis, das 8 às 17h.