Um requerimento solicitando informações sobre a utilização do dinheiro que esta sendo poupado com a extinção da Extensão Temporária por Jornada – ETJ dos profissionais da Educação, foi encaminhado pelo vereador professor Leandro Azevedo a Prefeitura. Isso porque, na época que a classe teve o direito retirado, em outubro do ano passado, o Poder Executivo afirmou que a medida garantiria uma economia de mais de R$ 1,2 milhões mensais, ou seja, mais de R$ 14,4 milhões por ano.

“Queremos saber onde está sendo empregado esse dinheiro e o motivo dele não estar sendo utilizado para atender, pelo menos, uma parte das reivindicações dos profissionais da Educação. Desde a extinção das ETJs, muitos professores estão passando por necessidades, pois tiveram os vencimentos reduzidos, alguns deles, em mais de 50%”, explica o vereador.

No mesmo ato que extinguiu as ETJs, o Governo Municipal criou o Regime Especial de Horas Temporárias – REHT, onde a remuneração de um professor não chega a R$ 15 por hora. “Mais de mil profissionais da educação eram beneficiados pelos ETJs”, lembra o vereador. A medida também afetou a carga horário das diretoras adjuntas, orientadoras e pessoal de inspeção.

No mesmo requerimento, Azevedo pede o detalhamento dos nomes, quantidade, locais de lotação e cargos exercidos pelos profissionais contratados através da Secretaria de Educação, do Fundo Municipal da Educação ou diretamente pelas escolas. “Muitos desses profissionais foram aprovados no último concurso e se existe dinheiro para pagá-los por meio de Recibos de Pagamento Autônomos – RPAs, eles já poderiam ter sido efetivados”.

Esses mesmos questionamentos foram feitos por profissionais da educação na Audiência Pública realizada na última semana, na Câmara Municipal, para reivindicar o reajuste dos servidores, assim como a redução da carga horária para 30 horas semanais e da jornada de trabalho em 1/3 para a preparação das aulas, como já está previsto em legislação federal. “A maioria dos professores deixa sua casa pela manhã e só retorna depois das 22h. No horário que poderia estar descansando ou tendo um momento em família, é obrigado a corrigir provas ou preparar a aula do dia seguinte. “Estou vereador, mas sou professor e entendo as dificuldades da classe”.