Vereador questiona PMP sobre utilização de R$ 14 milhões economizados com extinção de direitos dos professores

Compartilhe
Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no twitter

Um requerimento solicitando informações sobre a utilização do dinheiro que esta sendo poupado com a extinção da Extensão Temporária por Jornada – ETJ dos profissionais da Educação, foi encaminhado pelo vereador professor Leandro Azevedo a Prefeitura. Isso porque, na época que a classe teve o direito retirado, em outubro do ano passado, o Poder Executivo afirmou que a medida garantiria uma economia de mais de R$ 1,2 milhões mensais, ou seja, mais de R$ 14,4 milhões por ano.

“Queremos saber onde está sendo empregado esse dinheiro e o motivo dele não estar sendo utilizado para atender, pelo menos, uma parte das reivindicações dos profissionais da Educação. Desde a extinção das ETJs, muitos professores estão passando por necessidades, pois tiveram os vencimentos reduzidos, alguns deles, em mais de 50%”, explica o vereador.

No mesmo ato que extinguiu as ETJs, o Governo Municipal criou o Regime Especial de Horas Temporárias – REHT, onde a remuneração de um professor não chega a R$ 15 por hora. “Mais de mil profissionais da educação eram beneficiados pelos ETJs”, lembra o vereador. A medida também afetou a carga horário das diretoras adjuntas, orientadoras e pessoal de inspeção.

No mesmo requerimento, Azevedo pede o detalhamento dos nomes, quantidade, locais de lotação e cargos exercidos pelos profissionais contratados através da Secretaria de Educação, do Fundo Municipal da Educação ou diretamente pelas escolas. “Muitos desses profissionais foram aprovados no último concurso e se existe dinheiro para pagá-los por meio de Recibos de Pagamento Autônomos – RPAs, eles já poderiam ter sido efetivados”.

Esses mesmos questionamentos foram feitos por profissionais da educação na Audiência Pública realizada na última semana, na Câmara Municipal, para reivindicar o reajuste dos servidores, assim como a redução da carga horária para 30 horas semanais e da jornada de trabalho em 1/3 para a preparação das aulas, como já está previsto em legislação federal. “A maioria dos professores deixa sua casa pela manhã e só retorna depois das 22h. No horário que poderia estar descansando ou tendo um momento em família, é obrigado a corrigir provas ou preparar a aula do dia seguinte. “Estou vereador, mas sou professor e entendo as dificuldades da classe”.

Compartilhe
Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no pinterest
Pinterest
Compartilhar no twitter
Twitter

veja também

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.