Candidatos

No debate realizado pela TV Globo, estiveram presentes os seguintes candidatos ao Governo do Estado: Eduardo Paes (DEM); Índio da Costa (PSD); Márcia Tiburi (PT); Pedro Fernandes (PDT); Romário Faria (PODE); Tarcísio Motta (PSOL) e Wilson Witzel (PSC). Os sete candidatos com direito garantido por lei que alcançaram 5% ou mais na pesquisa divulgada no dia 28 de setembro puderam participar.

O último encontro entre os mesmos foi mediado pela jornalista Ana Paula Araújo, contendo 5 blocos, onde o 1º e o 3º tiveram os temas discutidos por sorteio, já o 2º e o 4º houveram temas determinados, o último bloco foi usado para as considerações finais. Os candidatos poderiam fazer as perguntas em 30 segundos, concluir as respostas em um minuto e meio, e um minuto tanto para réplica quanto para a tréplica.

Os candidatos foram bem instruídos pelos seus assessores, questionaram e responderam, mas também apresentaram propostas para solucionar problemas que foram à tona no Rio de Janeiro. Os embates aconteceram entre dois candidatos por vez, mas em meio a réplicas e tréplicas, houve muitos pedidos de direito de resposta, por conta de enfrentamentos feitos entre os 7 participantes, portanto nem todos foram aceitos pela mesa julgadora.

Assuntos, questões e soluções 

Em quase três horas de debate, assuntos diversos puderam ser discutidos, dentre eles estiveram em pauta a segurança pública, educação e cultura, saúde, moradia, meio-ambiente, etc.

Eduardo Paes quando perguntado sobre corrupção, se justificou dizendo que é ficha limpa e que os problemas encontrados no Rio, não são de sua responsabilidade, mesmo que antes tenha feito parte do antigo PMDB, agora MDB. Márcia Tiburi defendeu a inocência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no caso Triplex. A candidata aproveitou a oportunidade para manifestar sua confiança ao ex-ministro da educação e também ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT). Márcia alegou que sua posição política é por conta de sua profissão e conquistas ao longo dos anos.

Sobre segurança pública, Tarcísio Motta e Wilson Witzel apresentaram propostas distintas para aperfeiçoar o desempenho das operações militares no estado. O ex-juiz federal, Witzel defendeu que é preciso extinguir a secretaria de segurança pública, tornando as Polícias Civil e Militar, independentes para tomarem decisões. De acordo com Tarcísio, é preciso uma discussão mais aprofundada e que o atual sistema “mata pobre e favelado todo dia.” O candidato do PSOL prometeu distribuir melhor o orçamento destinado para essa área, afim de melhorar a inteligência do sistema de segurança. Romário Faria disse que vai investir no incentivo ao esporte para afastar o jovem do crime organizado. Pedro Fernandes opinou sobre o valor gasto com presidiários e expressou sua vontade em destinar esses recursos para a educação.

No embate sobre economia, um dos principais desafios do Estado do Rio, Romário atacou Índio da Costa, suspeitando do seu crescimento patrimonial ao longo de 6 anos. Também o atacou sobre cargos em secretarias de alguns governantes acusados na Operação Lava Jato. Ao rebater, Índio se defendeu dizendo que é advogado e empresário, com todas as suas contas declaradas e duvidou sobre a capacidade administrativa de Romário Faria. O ex-jogador afirmou não ser um especialista no assunto, mas que “com uma equipe preparada”, é possível enfrentar qualquer problema.

O candidato do PDT, Pedro Fernandes, afirmou que o Estado não precisa de nada novo, mas que é preciso fazer funcionar o que já existe “com gestão de qualidade”. Nas considerações finais, Índio da Motta pediu votos ao presidenciável, Jair Bolsonaro (PSL), que ainda se recupera de atentado.

O último bloco foi marcado por direitos de respostas concedido há alguns candidatos atacados em declarações. Após o término do programa, os candidatos passaram por entrevista individual com duas repórteres presentes no estúdio. Romário Faria foi embora sem falar.

Intenção de voto e título de eleitor

De acordo com o Data Folha em pesquisa divulgada no dia 28 de setembro, Eduardo Paes lidera as pesquisas de intenção de voto com 25% e Romário aparece logo em seguida com 14%, dando maiores chances percentuais de irem para o segundo turno, que acontecerá no próximo dia 28. Garotinho foi considerado inelegível mas se encontra com 15% da intenção dos votos e continua com seu nome na urna. Índio tem 8%, seguido de Tarcísio Motta, Wilson Witzel, Márcia Tiburi e Pedro Fernandes, com 2%. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.

As únicas cidades que a biometria é obrigatória são: Queimados, Trajano de Moraes, São Sebastião do Alto, Rio das Ostras, São João da Barra, Armação de Búzios e Niterói. Quem deixou de votar em três turnos seguidos, não poderá exercer o direito de cidadão nas próximas eleições. É possível consultar as informações do título de eleitor através do site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Segundo o Tribunal, 2.751 cidades do país têm 99% ou mais do cadastramento biométrico realizado, sendo assim, podem ser consideradas totalmente recadastradas.

Por: Gabriel Malheiros

 

Fonte: G1/Globo