Rafael Neddermeyer / Fotos Públicas

Uenf cria armadilhas contra o Aedes aegypt A GrudAedes é utilizada em Campos dos Goytacazes de forma experimental

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GrudAedes é a nova arma na guerra contra o mosquito Aedes aegypt. Desenvolvido por pesquisadores da Uenf (Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro), o artefato faz parte do projeto Estratégias no Controle do Monitoramento do Aedes aegypt na região Norte Fluminense. Os testes começaram recentemente no município de Campos dos Goytacazes.

De um pequeno disco de espuma vinílica, é exalado um odor similar ao do suor humano. O inseto é atraído para a armadilha, que possui uma cola de longa duração para capturá-lo e, consequentemente, eliminar o vetor de doenças como dengue, zika, febre amarela e chikungunya.

Depois de determinado tempo, os agentes visitam os lugares para avaliar a eficácia da ferramenta e fazer registros, que são armazenados em um aplicativo para smartphone desenvolvido também pelos pesquisadores da universidade. Essas informações são de grande utilidade para ajudar os municípios nas suas estratégias de prevenção, como fumacê e combate de criadouros do inseto.

– Nosso foco é capturar o mosquito. Em parceria com o município, os agentes instalam nos domicílios, priorizando endereços onde houve casos da doença. O aplicativo utiliza dados de GPS e o agente pode passar, em tempo real, informações e fotos. Os dados são enviados para uma base de dados, contabilizando os mosquitos do perímetro – disse o professor Edmilson José Maria, coordenador do projeto.

As localidades escolhidas para o experimento foram Beira do Taí e São Sebastião, por estarem distantes do Centro e por terem registros de doenças causadas por esse vetor, principalmente chikungunya.  Foram distribuídas 400 armadilhas no dia 11 de setembro. No dia 27 de outubro, elas serão recolhidas. Uma nova distribuição será realizada em seguida.

 

Barra repelente  

Além do GrudAedes e do aplicativo, o projeto do laboratório de Ciências Químicas da Uenf criou e patenteou uma barra repelente de insetos, produto inédito no país. A ideia é produzir e distribuir a agentes de Saúde e à população. Assim como os outros repelentes, a barra deve ser aplicada no corpo – sendo que a barra tem custo-benefício menor, se comparado aos produtos em spray e creme com a mesma quantidade em massa. Quando aplicados duas vezes ao dia nas partes descobertas do corpo em indivíduos com peso e estatura semelhantes, observou-se que os produtos em spray e creme tiveram a duração de 12 a 14 dias, respectivamente, e a barra repelente, 29 dias, o que a torna ideal para implementação em casos de epidemia.

Fonte: GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Crédito da foto: Rafael Neddermeyer / Fotos Públicas

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