Três escritores brasileiros morreram no dia 28 de novembro

Dia 28 de novembro marca o fim da trajetória de alguns dos grandes escritores brasileiros. Coelho Neto, Érico Veríssimo e Manuel Antônio de Almeida tiveram suas mortes anunciadas neste dia.

Coelho Neto, além de escritor, foi cronista, folclorista, romancista, crítico e teatrólogo. Ele também era político e professor, membro da Academia Brasileira de Letras onde foi o fundador da Cadeira número 2.

Seu nome de batismo era Henrique Maximiano Coelho Netto. Ele foi considerado o “Príncipe dos Prosadores Brasileiros”, numa votação realizada em 1928 pela revista O Malho. Apesar disto, foi consideravelmente combatido pelos modernistas, sendo pouco lido desde então, em verdadeiro ostracismo intelectual e literário. Coelho Neto morreu em 28 de novembro de 1934.

Érico Veríssimo foi um dos escritores brasileiros mais populares do século XX. Suas principais obras foram traduzidas para o alemão, espanhol, finlandês, francês, holandês, húngaro, indonésio, inglês, italiano, japonês, norueguês, polonês, romeno, russo, sueco e tcheco.

Veríssimo publicou contos, romances – dentre eles “O tempo e o vento” -, escreveu novela, publicou diversos trabalhos na Literatura infanto-juvenil, fez narrativas de viagens, autobiografias, entre outras obras de arte.

Em 1973, publica o primeiro volume de Solo de Clarineta, sua segunda e ampliada autobiografia. Em 28 de novembro de 1975, morre vítima de um infarto. A morte impediu-o de completar o segundo volume de sua autobiografia, programada para ser uma trilogia, além de um romance que se chamaria A Hora do Sétimo Anjo. No ano seguinte, foi publicado postumamente o segundo volume de Solo de Clarineta, organizado por Flávio Loureiro Chaves.

Manuel Antônio de Almeida, além de escritor, foi um médico e professor. Foi redator do jornal Correio Mercantil, para o qual escrevia um suplemento. Pertenceu à primeira sociedade carnavalesca do Rio de Janeiro, o Congresso das Sumidades Carnavalescas, fundado em 1855. Como professor, atuou no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro.

Em 1858 foi nomeado diretor da Tipografia Nacional, onde conheceu o jovem aprendiz de tipógrafo Machado de Assis.

Memórias de um sargento de Milícias, de 1852, foi seu único livro. Retrata as classes média e baixa, algo muito incomum para a época, na qual os romances retratavam os ambientes aristocráticos. A experiência de ter tido uma infância pobre influenciou Manuel Antônio de Almeida no desenvolvimento de sua obra.

Escreveu também a peça de teatro Dois Amores em 1861, que foi apresentada após a sua morte, com música da Condessa Rosawadowska, sem alcançar sucesso.

Procurou iniciar a carreira na política. Quando iria fazer as primeiras consultas entre os eleitores, morreu no naufrágio do navio Hermes, em 28 de novembro de 1861, na costa fluminense.

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