07-11-2018 - Hotel do Sesc Nogueira / Foto: Reprodução

Trabalhadores de alimentação e hospedagem de Petrópolis terão reajuste de 3%

Em meio à grave crise, sindicato patronal garante reposição; meta para 2021 é manter empregos e gerar novos postos de trabalho

O setor de bares e restaurantes é um dos mais impactados pela crise econômica gerada pelo novo coronavírus. Pesquisa recente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) mostra que 53% dos estabelecimentos operam com prejuízo no Brasil e 30% das lojas fecharam as portas. Em meio a esta crise sem precedentes, a convenção coletiva entre os sindicatos patronal e laboral do setor de hospedagem a alimentação estabeleceu reajuste salarial de 3% para este ano.

Segundo o presidente do Sindicato de Hospedagem e Alimentação de Petrópolis, Germano Valente, esta reposição salarial é uma vitória importante para todo o setor, bem como o esforço para a manutenção dos empregos.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho mostram que em todo o Estado do Rio de Janeiro, mais de 28 mil pessoas perderam os postos de emprego nessa área. Já em Petrópolis, foram mais de 700. “Os dados do Caged mostram uma análise fria dos números e sabemos do impacto que essas demissões geram para milhares de famílias da cadeia produtiva do turismo”, afirma Germano Valente.

Apesar de ainda ser cedo para ter uma visão otimista para o ano de 2021, ele aponta os dados do Caged que já mostram uma recuperação tímida do setor a partir do segundo semestre de 2020. “Desde agosto o saldo entre admissão e demissão é positivo. Porém, o saldo do ano passado é muito negativo e ainda temos que melhorar bastante para chegar ao patamar pré-pandemia”, afirma.

A expectativa, segundo Germano, é continuar com este aumento lento e gradual no primeiro semestre de 2021 e que haja uma retomada mais consistente a partir de julho, principalmente após a vacinação da população, o que deixa todo o cenário econômico mais otimista.

Além do reajuste salarial de 3%, a convenção coletiva também estabeleceu pagamento de abono referente aos meses de agosto a dezembro de 2020 que vai ocorrer no próximo mês de março. Já o termo aditivo, com vigência até 31 de maio, prevê a possibilidade de parcelamento das rescisões, férias, banco de horas e também flexibilização do aviso prévio.

Germano Valente reforça que o sindicato patronal teve muita relevância durante todo esse período de pandemia defendendo as empresas da cidade tanto nas esferas municipal, quanto estadual e tem atuado também mantendo os empresários atualizados com leis e decretos que vem sendo publicados desde março de 2020.

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