TJRJ recebe denúncia contra vereadores afastados por corrupção em Petrópolis Os acusados, que com o recebimento da denúncia se tornaram réus, são: Paulo Igor (MDB); Ronaldo Luiz de Azevedo Carvalho, o Ronaldão (PR); Luiz Antônio Pereira Aguiar, o Luizinho Sorriso (PSB); Reinaldo Meirelles da Sá, conhecido como Meirelles (PP); e Wanderley Braga Taboada, o Wanderley Taboada (PTB).

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Os cinco vereadores acusados de corrupção na Operação Sala VIP pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) foram julgados nesta quarta-feira (5), pelo 1ª Grupo de Câmaras Criminais do Tribunal de
Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), que decidiu por unanimidade receber a denúncia apresentada. Os políticos, que continuam afastados do exercício dos seus mandatos e proibidos de ingressar na Câmara Municipal de Petrópolis, foram denunciados após terem os nomes encontrados escritos em papéis fixados em maços de dinheiro encontrados em uma banheira de hidromassagem, na casa do vereador Paulo Igor (MDB), durante a operação Caminho do Ouro.

Os acusados, que com o recebimento da denúncia se tornaram réus, são: Paulo Igor (MDB); Ronaldo Luiz de Azevedo Carvalho, o Ronaldão (PR); Luiz Antônio Pereira Aguiar, o Luizinho Sorriso (PSB); Reinaldo Meirelles da Sá, conhecido como Meirelles (PP); e Wanderley Braga Taboada, o Wanderley Taboada (PTB).

Caso a ação criminal seja acatada com fundamento nos crimes citados (peculato, formação de quadrilha e organização criminosa), os réus podem ser condenados há mais de 20 anos de prisão.

Entenda o caso
O vereador Paulo Igor (MDB), preso em abril de 2018 com R$ 155 mil reais e 10.300 dólares escondidos na banheira, e outros quatro ex-vereadores foram alvos da Operação Sala Vip, um desdobramento da Operação Caminho do Ouro, em 11 de janeiro de 2019. Na ocasião, o vereador Wanderley Taboada (PTB) foi preso por porte ilegal de arma, mas pagou fiança e foi liberado, segundo informou a Polícia Civil.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e agentes da Delegacia Fazendária cumpriram 12 mandados de busca e apreensão. As buscas aconteceram na Câmara – onde foram apreendidos documentos -, na casa dos investigados e em sedes de empresas.

As investigações apontam que o esquema causou um prejuízo de R$ 858 mil aos cofres públicos através de crimes de fraude em licitação e peculato cometidos entre 2013 e 2018.

Ainda de acordo com as investigações, os valores encontrados na banheira de Paulo Igor estavam divididos em 15 maços separados e com bilhetes com nomes e iniciais. Cinco deles tinham as inscrições de apelidos e iniciais dos nomes de vereadores, que foram denunciados a partir disso.

De acordo com o MPRJ, técnicos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) concluíram ser de Paulo Igor a caligrafia nos pedaços de papel. Além da hidromassagem, havia dinheiro em uma gaveta da mesa de cabeceira e dentro de um carro.

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