Sete pessoas morreram durante confronto entre policiais militares e criminosos armados na Rocinha, na Zona Sul do Rio, na manhã deste sábado. A PM está em operação continuada na comunidade desde setembro de 2017. De acordo com a corporação, o tiroteio começou quando policiais do Batalhão de Choque, que realizavam patrulhamento nas localidades conhecidas como Rua 2 e “Roupa Suja”, foram atacados por criminosos.

Segundo a polícia, as vítimas, que não tiveram as identidades reveladas, teriam ligação com o crime organizado. Os baleados chegaram a ser levados para o Hospital Miguel Couto, na Gávea. Os policiais informaram que com os suspeitos foram apreendidos um fuzil, sete pistolas e uma granada. O grupamento Aeromóvel (GAM) realiza monitoramento aéreo na região e o cerco foi reforçado.

Fuzil apreendido durante operação na comunidade da Rocinha neste sábado – Divulgação

Desde o início do dia, moradores usaram as redes sociais para reclamar do tiroteio e da falta de energia elétrica. “Aqui na Roupa Suja sem luz e com muito tiro”, postou um internauta. Uma outra moradora pediu paz na favela. “Que nenhum inocente seja morto. Só deus mesmo para nos guardar. Sábado, às 6h da manhã e a comunidade acordando desse jeito”, lamentou. A Light confirmou a falta de energia na Rocinha, mas ressaltou que como a comunidade passa por operação da polícia, a concessionária está aguardando condições de segurança para que os técnicos possam trabalhar no local e restabelecer o fornecimento.

A favela da Rocinha já havia sido palco de confronto armado na última quarta-feira. Na ocasião, o soldado da PM Filipe Santos de Mesquita, de 28 anos, e um morador, identificado como Antônio Ferreira, conhecido como “marechal”, foram baleados e mortos. O enterro de “Marechal” está previsto para hoje, no Cemitério do Caju. O soldado da PM foi enterrado ontem, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap. O agente atuava na UPP Rocinha, e estava na corporação desde dezembro de 2015.