Recentemente o voleibol mais vitorioso do mundo está inserido numa grande polêmica, desde o início do ano, a jogadora transsexual Tifanny está atuando na liga de vôlei profissional, pela equipe do Bauru, sendo autorizada pelos principais órgãos médicos e esportivos do país e do mundo como a CBV e o COI.

Ela tem quebrado diversos recordes na superliga, o que levanta a polêmica sobre a vantagem que ela está levando sobre as demais atletas, jogadoras como Tandara e ex-atletas como Sheila, são contra a sua participação no campeonato, por ela ter hormônios masculinos e ter sido homem antes da mudança de sexo.

Por outro lado suas colegas de time dizem que não há diferença dela para outras jogadoras, como defende a capitã da equipe, Angélica, no entanto, os números assustadores de pontos, 181 em apenas 8 jogos, fizeram com que, clubes tentasse sem sucesso a proibir de jogar o campeonato nacional, até o técnico Bernardinho, vitorioso com a seleção nacional e o Rio de Janeiro/Rexona, entrou na polêmica.

Ele defende que as coisas devam ser avaliadas, mas não acha de bom tom, o corte imediato de Tifanny das competições, há atletas que defendem que ela deva ser convocada para a seleção brasileira, pelo seu desempenho, independente de suas questões corporais.

Tifanny parece não se importar com o debate e segue treinando e jogando normalmente, batendo diversos recordes alheia as polêmicas que sua transsexualidade causa e não é a primeira vez que o debate se acalora nesse esporte, o jogador Michel, assumidamente homossexual, foi vítima de diversas ofensas durante os últimos anos.

Dizer que o esporte é um importante vetor para incluir pessoas e diminuir ódios, é algo comum há anos, até pelos diversos exemplos, mas parece que no caso da diversidade sexual, o tabu e o preconceito ainda persistem, não só no vôlei, mas em diversas outras modalidades, onde até mesmo o direito de torcer pode ser reprimido, em face as escolhas sentimentais, corporais e sexuais das pessoas

(imagem retirada do Jornal Diário do Nordeste)