Suspeito acusado de tortura e estupro na “Casa da Morte” em Petrópolis, tem recurso negado pela justiça

A "Casa da Morte", em Petrópolis era um centro clandestino de detenção mantido pelos órgãos de repressão do regime militar.

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região negou, no último dia 25, um recurso apresentado pela defesa do suspeito, e manteve o militar réu no processo em que ele é acusado de sequestrar, manter em cárcere privado e estuprar Inês Etienne Romeu, em 1971.

Etienne Romeu, militante da organização VAR-Palmares, que lutava contra o regime militar (1964 – 1985), morreu em 2015 de causas naturais Ela é reconhecida como a única sobrevivente da “Casa da Morte”, em Petrópolis, um centro clandestino de detenção mantido pelos órgãos de repressão do regime.

No julgamento da Primeira Seção Especializada do TRF-2 foi analisado e negado o recurso de embargos infringentes apresentado pela defesa do acusado. Agora, o mérito da ação será julgado pela Justiça Federal de Petrópolis.

Conforme consta nos autos do processo, Inês Etienne Romeu foi levada a força e mantida por seis meses na “Casa da Morte”, até ser transferida, em novembro de 1971, para o Presídio Talavera Bruce, no Rio de Janeiro, onde ficou até 1979, quando foi solta.

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