O SOS Crianças Desaparecidas, programa da Fundação para a Infância e Adolescência (FIA), vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Social, já localizou 2.958 de 3.490 crianças e adolescentes desaparecidos no Estado do Rio, o que representa 84,76% dos casos solucionados.

A iniciativa, pioneira no país, divulga nos veículos de comunicação a foto dos desaparecidos, além de oferecer atendimento psicológico às famílias e receber informações sobre o possível paradeiro de crianças e adolescentes por meio de sua central telefônica.

– O SOS é um serviço de identificação e localização de crianças e adolescentes desaparecidos. Em qualquer delegacia, a família poderá fazer o registro de ocorrência, que encaminhará os pais para a FIA. Nossa sede fica em Botafogo. Lá a família passa por uma entrevista, e preenche um cadastro com autorização da imagem da criança e adolescente. Fazemos a articulação com os veículos de comunicação parceiros para conseguir mais sucesso em nosso trabalho. A exposição das imagens também é colocada em nosso site e nos contracheques do Estado – explicou o coordenador do programa, Luiz Henrique Oliveira.

O trabalho, que completou 22 anos, também atua na prevenção de casos de desaparecimento.

– O grande número de ocorrências registradas fez com que desenvolvêssemos projetos especiais em ocasiões de grande concentração popular, como Réveillon e Carnaval. Evitar que crianças desapareçam implica num trabalho de conscientização da população em geral, com a distribuição de pulseiras de identificação e orientação sobre a importância de sua utilização – acrescentou o coordenador do programa.

 

Casos relacionados à violência intrafamiliar

De acordo com o programa SOS Crianças Desaparecidas, 77,22% dos casos de crianças e adolescentes localizados estão relacionados a situações de fuga do lar devido à violência intrafamiliar. Há ainda casos de subtração de incapaz, conflitos de guarda, sequestro, abandono, entre outros.

Para a mãe Luciana Leal, que teve a filha roubada com apenas 24 dias de vida e encontrada três dias depois, o programa estadual foi fundamental na solução do caso.

– Sem o SOS Crianças Desaparecidas não encontraria mais a minha filha, que hoje tem 10 anos. Isabela era agenciada para comerciais de TV e anúncios e a quadrilha se aproveitou desta situação para roubá-la. Até crachá de emissora eles tinham, por isso não suspeitei. Graças ao SOS Crianças Desaparecidas tive a minha filha de volta – contou.

 

Como proceder

Em caso de desaparecimento, o responsável deve procurar uma delegacia e fazer o registro de ocorrência imediatamente, conforme garante a Lei Federal n° 11259/2005.

É preciso comparecer ao programa SOS Crianças Desaparecidas munidos do Registro de Ocorrência Policial, Certidão de Nascimento ou Carteira de Identidade da criança ou adolescente desaparecido, foto mais recente, documento de identificação do responsável e comprovante de residência.

O SOS possui uma equipe multidisciplinar composta por assistentes sociais e psicólogos que realizam atendimento psicossocial. A família deverá preencher um questionário social, onde são registradas as informações referentes à criança e seu desaparecimento. O notificante assinará uma autorização para que a foto da criança ou adolescente desaparecido seja divulgada.

O SOS Crianças Desaparecidas atende pela central telefônica (21) 2286-8337.

Fonte: GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO