O governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, destacou a importância de um choque de gestão no sistema penitenciário do estado. Ele falou sobre o assunto nesta quarta-feira durante a segunda edição do Fórum dos Governadores, evento do qual é um dos idealizadores e que teve como tema a segurança pública.

“O sistema penitenciário do Rio de Janeiro está em situação caótica, com 51 mil presos, dos quais 22 mil excedem a capacidade. Minha preocupação é encontrar soluções. Os estados podem aproveitar modelos de gestão prontos, como a cogestão com a iniciativa privada, para acelerar as licitações e dar início a um choque de gestão imediato”, explicou Witzel.

O governador eleito do Rio também citou o combate ao crime organizado como prioridade tanto para o estado como para o país, destacando a necessidade de investimento na Polícia Civil: “A Polícia Civil está sucateada, sofre com falta de verbas, falta de pessoal, que refletem o desinteresse de gestões anteriores na efetividade das investigações. Precisamos estruturar departamentos dentro da Polícia Civil para investigar a fundo a lavagem de dinheiro”, afirmou.

Witzel defendeu maior cooperação das polícias estaduais com a Polícia Federal, sobretudo na investigação da lavagem de dinheiro que financia o crime organizado. Ele falou ainda da necessidade de uma maior cooperação entre as polícias do estado: “Com a extinção da Secretaria de Segurança, vamos transformar as polícias Civil e Militar em secretarias e aproximá-las. Esta cooperação dará início a uma nova página no combate ao crime organizado no Rio”, disse o governador eleito, que já anunciou o delegado Marcus Vinícius Braga e o Coronel Rogério Figueredo de Lacerda como os futuros secretários de Polícia Civil e Militar, respectivamente.

No encerramento do encontro, foi redigida a Carta dos Governadores, elaborada a partir das propostas convergentes de todos os eleitos presentes. O documento, que foi lido pelos três idealizadores da reunião (Witzel, Doria e Rocha), foi divulgado em entrevista à imprensa. Participaram do evento representantes de 25 estados, o vice-presidente eleito, General Hamilton Mourão, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, o presidente do STJ, ministro João Otávio de Noronha, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e o futuro ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro.