Security guard in subway station

Sindicato dos Vigilantes entra em greve e agências bancárias amanhecem fechadas

De acordo com os vigilantes, a paralisação "é fruto do descaso das empresas de segurança com as reivindicações da categoria

As agências bancárias amanheceram fechadas nesta segunda-feira (20), por conta da greve dos Vigilantes por tempo indeterminado, em todo o Estado do Rio de Janeiro. A paralisação intitulada “Não é só por reajuste. É por dignidade”, tem como objetivo reivindicar reajuste do piso salarial e no ticket refeição, além de questionar a falta de convenção coletiva de trabalho.

Após uma assembleia realizada por quatro dias em todos os sindicatos, a proposta patronal foi recusada e a decisão de greve acatada. Em todo o estado, cerca de 40 mil vigilantes atuam na área. De acordo com os vigilantes, a paralisação “é fruto do descaso das empresas de segurança com as reivindicações da categoria, considerada essencial por decretos federal e estadual, que se manteve na linha de frente desde o início da pandemia”.

Com a greve, diversos outros locais serão afetados. Além das agências bancárias, também estão os shoppings, prédios, fábricas, universidades, órgãos públicos e hospitais.

De acordo com Marcos Alvarenga, presidente do Sindicato dos Bancários em Petrópolis (SindBancários), as agências que não tiverem vigilantes, não deverão abrir. “A greve é dos vigilantes, mas que afeta diretamente o funcionando das agências bancárias. Nós apoiamos a greve dos vigilantes que, além de legal, é necessária. Ele visam melhores condições de trabalho e valorização”, disse.

SindBancários se manifesta nas redes sociais

Na tarde de ontem (19), o SindBancários de Petrópolis se manifestou, por meio de nota, em suas redes sociais. Na ocasião, citou o início da greve e suas possíveis consequências.

“As agências bancárias não devem abrir e funcionar. De acordo com a Lei 7.102/83, é vedado o funcionamento de qualquer estabelecimento financeiro onde haja guarda de valores ou movimentação de numerário, que não possua sistema de segurança com parecer favorável à sua aprovação, elaborado pelo Ministério da Justiça, na forma desta lei”.

Na nota divulgada, o SindBancários ainda relatou que, sem a prestação de serviço dos vigilantes nas agências, os bancários não poderão prestar serviços “posto que a agência estará desprovida de segurança, colocando a vida do trabalho bancário em extremo risco, o que é vedado pelo ordenamento jurídico”.

O sindicato ainda salientou que “os bancários não podem ficar expostos aos riscos inerentes a uma agência bancária sem qualquer tipo de vigilância e proteção, por tempo indeterminado, enquanto durar a greve”.

Por fim, o SindBancários comunicou que “não compactuará com a negligência dos bancos no cumprimento de normas de segurança no ambiente do trabalho, caso estes optem pela abertura das agências, impondo que os bancários trabalhem durante a greve dos profissionais de segurança”.

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