Entre as datas comemorativas mais importantes do varejo, o Dia dos Namorados tem peso especial para o setor de joias e bijuterias, com produtos que estão no topo da lista de desejos dos consumidores e costumam alavancar as vendas nesta época. A Associação de Joalheiros e Relojoeiros do Rio de Janeiro (Ajorio) estima que o crescimento deverá girar em torno de 5%, assim como foi projetado no último Dia das Mães.

Segundo a presidente da Ajorio, Carla Pinheiro, o setor vem se recuperando aos poucos de um período de crise dos últimos dois anos, mas já mostra sinais de recuperação. “O Dia das Mães teve uma ligeira alta no volume de vendas, o que deve se repetir agora com o Dia dos Namorados. Acredito que o movimento nas lojas deve se manter estável”, disse.

As alianças de compromisso prometem ser o carro-chefe deste ano. Em prata ou em ouro bem fino, são as preferidas do público entre 18 e 25 anos. De acordo com a designer Renata Rose, este tipo de aliança virou tendência até por conta da crise econômica, que obrigou muitos casais a adiarem os planos de casamento e optarem por joias mais em conta. “As alianças de compromisso não precisam ser vendidas em par. Normalmente, o rapaz compra para dar de presente para uma namorada especial, e vice-versa. Em vez de um cordão de ouro, por exemplo, o anel de prata é uma opção mais econômica. Recebi muitas encomendas nos dois últimos anos”, explicou.

Com 15 lojas no Rio de Janeiro e duas em Juiz de Fora, a Prata e Prata registra aumento de 20% nas vendas de alianças no Dia dos Namorados, com tíquete médio de R$ 79. Para atender à demanda, a marca criou a linha T-Love, com mais de 30 modelos. São anéis cortados à base de laser com tecnologia alemã que não possuem solda, o que garante maior conforto anatômico e melhor acabamento. De acordo com o gerente de Marketing da loja, Yuri Corrêa, casais mais jovens são os que mais procuram as alianças de compromisso. “Também há muita procura entre casais homoafetivos, principalmente em Juiz de Fora”, afirmou.

Joias, perfumes e chocolates estão entre os itens mais procurados nesta época. Para Carla Pinheiro, a joia tem atributos que são importantes para os padrões de consumo atuais, como o fato de não ser descartável, de fazer parte de uma economia circular e poder ser compartilhada.  “A joia representa a perenidade do amor. Ela conta uma história e simboliza o sentimento por meio de um produto que vai durar para sempre”, avaliou a presidente da Ajorio.

O setor de joias e bijuterias comporta cerca de 3 mil estabelecimentos e emprega aproximadamente 15 mil pessoas.  Segundo a diretora-executiva da Ajorio, Angela Andrade, um diagnóstico feito pela Firjan relativo a 2017 mostrou que os números de empresas e funcionários se mantiveram praticamente estáveis. “Estamos trabalhando com projeções de crescimento para este ano. Datas como Dia das Mães, Dia dos Namorados e o Natal, as três principais para o varejo, representam um termômetro para avaliar o desempenho do setor”, comentou.

Sobre a Ajorio

A Ajorio representa os interesses de toda a cadeia produtiva de joias, relógios, bijuterias e afins, que comporta cerca de 3 mil empresas no estado, e atua por meio de parcerias com o poder público e instituições como o Sebrae/RJ e Firjan. Filiada ao Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), a Ajorio possui sede própria e seu orçamento é composto pelo pagamento de contribuições dos associados, além de parte de recursos provenientes dos sindicados que compõem o Sistema Ajorio.