Convidado pela Superintendência de Ramos, o cantor Elymar Santos participou de reunião na quinta-feira, dia 30, com servidores da Guarda Municipal e da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, para esclarecer episódio envolvendo um casal em situação de rua, que culminou em um incêndio embaixo do viaduto de Ramos, na Zona Norte do Rio.

O caso ocorreu no dia 31 de julho e ganhou grande repercussão na mídia, destacando a falsa acusação de que o crime teria sido cometido por guardas municipais. O cantor chegou a gravar um vídeo criticando a ação da prefeitura, mas lamentou o fato após tomar conhecimento de que o próprio morador havia incendiado por se recusar a aceitar o acolhimento oferecido pela prefeitura.

  • Eu me senti muito mal quando soube a história verdadeira, porque a gente se envolve e quer ajudar as pessoas menos favorecidas, principalmente esse casal que eu já conhecia. Eu tinha a obrigação de vir aqui pedir desculpas por causa do estardalhaço que fiz acreditando na versão deles – disse o cantor Elymar Santos falando ainda sobre a preocupação que as pessoas públicas devem ter para evitar equívocos em declarações nas redes sociais.

Durante a reunião, os servidores contaram como foi realizada a ação e o momento em que morador ateou fogo no próprio barraco dizendo “vocês não vão levar nada”. Além da falsa acusação de incêndio, que comoveu a população, a mídia ainda noticiou que um gato havia morrido queimado e que a mulher estaria grávida. As duas informações também foram desmentidas pela equipe presente na operação. No local havia quatro cachorros, que foram levados pelos servidores para o outro lado da rua.

  • É importante esclarecer a situação e o próprio Elymar gentilmente se propôs a vir aqui e conhecer o outro lado da moeda, porque a nossa ação não foi da forma como veicularam. Nós recebemos 57 solicitações pela Central 1746 sobre a situação do casal, que afligia os moradores do bairro – afirmou Rogério Ferreira, chefe de gabinete da Superintendência de Ramos, que coordenou cinco operações conjuntas no local.

A equipe do CREAS Nelson Carneiro acompanhava o casal há cerca de três anos e a oferta de acolhimento era feita quase diariamente, inclusive nos encaminhamentos para a rede municipal de saúde. Os servidores só podem agir conforme a vontade e o desejo do cidadão que está nas ruas, assim como é proibido por lei o acolhimento compulsório. É oferecido ao cidadão que está nas ruas Hotel Solidário, tratamento ao usuário de drogas e álcool e assistência psicológica na rede pública.

Fonte: Guarda Municipal do Rio de Janeiro

Crédito da foto: Divulgação / Ascom GM-Rio