Sepol realiza operação para desarticular quadrilha especializada em aplicar golpes de falsas negociações de títulos

As investigações apontaram que após conseguir o cadastro de clubes de viagens, a maioria deles já fechados, a quadrilha iniciava uma série de contatos com as vítimas, geralmente idosos.

Policiais da Delegacia de Defraudações (DDEF) realizam, na manhã desta sexta-feira (14/08), para desarticular uma quadrilha especializada em aplicar golpes de falsas negociações de títulos de clubes de viagens e de ações que não possuem valor de mercado. A ação visa cumprir 11 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão.

As investigações apontaram que após conseguir o cadastro de clubes de viagens, a maioria deles já fechados, a quadrilha iniciava uma série de contatos com as vítimas, geralmente idosos. O esquema consistia em ligar para as vítimas informando que para cada ano que elas não tivessem utilizado o clube teriam direito a um reembolso pago por meio da geração de outro título no valor médio de R$ 8 mil.

No primeiro contato os golpistas diziam à vítima a quantidade de títulos que ela teria direito e informavam que se ela estivesse interessada em vender seus títulos eles anunciariam em um suposto classificado interno do Clube. A partir daí outro integrante da quadrilha se apresentava como comprador dos títulos e iniciava as negociações, exigindo alguns documentos para realização da compra.

A apuração constatou ainda que após os criminosos iniciarem o golpe, a vítima era envolvida em uma ação conjunta na qual vários golpistas realizavam uma série de ligações para ela. Com o pretexto de registrar as ações em cartórios, realizar registros internacionais, pagamentos de impostos e pagamento de seguros eles exigiam enormes quantias em dinheiro. Uma das vítimas chegou a pagar quase R$ 3 milhões para o bando.

Os golpes era realizados durante anos. Em um dos casos investigados a vítima ficou durante cinco anos negociando com os criminosos.

Para encobrir o crime, a quadrilha colocava no ar falso sites dos clubes de viagens com telefones de integrantes do bando. Dessa forma se a vítima tentasse comprovar o golpes acabava sempre falando com um dos criminosos.

Fonte: Secretaria de Estado de Polícia Civil

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