Há um mês, o ritmo do axé music vem embalando as cenas da nova novela da Rede Globo, “Segundo sol”, e retratando um assunto de extrema importância para muitos profissionais que vivem da música: o direito autoral. Através do personagem Beto Falcão, interpretado pelo ator Emílio Dantas, a novela apresenta a história de um cantor que, após ser dado como morto, começa a ter suas músicas mais executadas em shows, rádios, bares e outros locais e sua família se reestrutura financeiramente quando começa a receber mais direitos autorais, devido ao sucesso “póstumo”.

Destacar, em rede nacional, a importância do direito autoral é imprescindível para promover o desenvolvimento da cadeia produtiva da música e fazer com que a sociedade reconheça o valor do artista. A música é emoção, diversão e arte. Mas também é investimento, trabalho duro e negócio. Os compositores, intérpretes e músicos são profissionais que vivem do seu trabalho. E o Ecad, que trabalha para manter a música viva, destaca a relevância de trazer este tema para construir uma sociedade mais consciente sobre o importante trabalho do artista.

Uma curiosidade: a canção “Axé pelô”, responsável pelo sucesso de Beto Falcão, foi criada especialmente para o folhetim pelos autores Marquinhos Osócio e Rô Case.

Releituras de canções que marcaram época

Segundo sol” traz também clássicas canções do axé que fizeram sucesso na década de 90 e no início dos anos 2000, como “Mal acostumada”, “Beleza rara” e “Me abraça”, que agora ressurgem nas vozes de novos intérpretes e que, muito provavelmente, despontarão nos rankings de execução pública nos próximos meses, como normalmente ocorre com as músicas que compõem as trilhas sonoras de novelas.

De acordo com estudos feitos pelo Ecad, algumas das músicas inseridas na trilha da novela, nos últimos cinco anos, foram mais tocadas em shows e também nos segmentos de “Música ao Vivo”“Carnaval” e “Rádios”.