Com a elevação da temperatura e o aumento das chuvas nos meses de verão cresce o número de atendimentos às vítimas de acidentes com animais peçonhentos. Em 2017 foram registrados 161 casos, destes, 40%, ou seja, 64 casos foram registrados na estação mais quente do ano. Por conta disso, a Secretaria de Saúde faz um alerta aos pais no período de férias e aos moradores de áreas próximas às matas que mantenham a atenção nos passeios das crianças e dentro das residências. Em caso de acidente procure imediatamente a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Centro.

Em 2017 foram registrados 78 acidentes por aranha, 35 por escorpião, 25 com serpentes e 11 com abelhas. A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Elisabeth Wildberger, explica que durante a noite aranhas e escorpiões são mais ativos, então é importante antes de dormir inspecionar os cômodos da casa, principalmente as camas e berços.

“As crianças que estão de férias em fazendas, chácaras, sítios próximos às matas ou pessoas que fazem trilhas devem estar vigilantes. É muito importante não colocar a mão em tocas ou buracos na terra, ocos de árvores, cupinzeiros, em espaços situados em montes de lenhas ou entre pedras. Caso seja necessário mexer nestes locais, a pessoa deve usar um pedaço de madeira, enxada ou foice”, alerta.

Aos trabalhadores que atuam em áreas de matas, com serviço de jardinagem ou coletores de lixo é essencial o uso de luvas e botas de cano alto para evitar os acidentes.

“Os trabalhadores precisam ficar atentos no manuseio de plantas e galhos neste período e os moradores em áreas de matas onde já é frequente o surgimento desses animais devem inspecionar roupas, calçados, toalhas de banho, de rosto e roupas de banho antes de usá-los. Caso encontre um animal peçonhento evite o contato e acione a Vigilância Ambiental”, orientaElisabeth Wildberger.

O atendimento às vitimas de animais peçonhentos é realizado na UPA Centro

Em caso de acidentes com animais peçonhentos é preciso procurar imediatamente a unidade de pronto atendimento (UPA) do Centro. A coordenadora da Epidemiologia, Alessandra Cardoso orienta ainda lavar o local com água e sabão e não utilizar nenhuma substância como álcool ou remédios na ferida. É preciso manter a vítima em repouso, com o membro acometido elevado até a chegada à unidade.

“Também é preciso retirar os acessórios que possam levar à piora do quadro clínico como anéis, pulseiras, calçados apertados e manter a pessoa hidratada bebendo água. Não se pode fazer o garrote e deve manter a pessoa o mais calma possível. Se por acaso a pessoa ficar agitada, o veneno se espalha com mais velocidade pelo corpo”, disse Alessandra Cardoso.

A coordenadora da Vigilância Ambiental, Maria Beatriz Fagundes Pellegrini explica que os animais com vida devem ser encaminhados para a vigilância para cadastro.

“Os animais venenosos entregues na Vigilância são encaminhados para o Instituto Vital Brazil e seus venenos transformados em soros que são administrados por prescrição médica quando alguém se acidenta com um animal peçonhento ou venenoso”, explica Maria Beatriz.

Durante o atendimento médico, a pessoa deve informar ao profissional de Saúde o máximo possível de características do animal como cor e tamanho.

A UPA Centro é o polo para todas as cidades da Região Serrana na aplicação diária dos soros antirrábico, antitetânico, antiofídico (picada de cobra), antiaracnídico (picada de aranha) e antiescorpiônico (picada de escorpião).

A coordenadora de Epidemiologia ressalta que a vacina só é aplicada por indicação médica.

“Na hora do atendimento o médico vai avaliar a gravidade do acidente para aplicar as sorologias e vacinas. Acidente leve não é necessário aplicar o soro, pois ele pode causar reação adversa, então cada caso deve ser avaliado pelo profissional da urgência de acordo com o protocolo determinado pelo Ministério da Saúde”, reitera Alessandra Cardoso.