Saúde alerta para importância da atualização do calendário de vacinação

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A exemplo do Brasil, Petrópolis também tem registrado baixa procura pela atualização do Calendário Nacional de Vacinação, que reúne informações sobre as vacinas ofertas pelo SUS. As vacinas são seguras e estimulam o sistema imunológico a proteger a pessoa contra doenças transmissíveis, porém para algumas delas a cobertura vacinal é baixa. É o caso da poliomielite, por exemplo, que fechou o ano passado com 71% do público vacinados. A conscientização da população, por meio dos veículos de comunicação, e as campanhas realizadas pelo governo federal vão ajudar a aumentar a adesão, estima a Prefeitura.

“Em Petrópolis neste ano, até maio, o município registrou 78% de cobertura vacinal contra poliomielite. Em 2017, a cobertura vacinal fechou em 71%. A maior prevenção é a vacina, que deve ser administrada com as três primeiras doses aos dois, quatro e seis meses de idade, com reforços aos quinze meses e quatro anos”, explica o secretário de Saúde, Silmar Fortes.

O Brasil não registra casos de poliomielite desde 1990. Em 1994, o país recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) o Certificado da Erradicação da Transmissão Autóctone do Poliovírus Selvagem. No entanto, apesar da erradicação ter sido feita há 28 anos, o Brasil mantém a vacina no calendário nacional.

Outra doença que está gerando alerta em todo o país é o sarampo. Há 26 anos Petrópolis não registra casos da doença. Apesar disso, o município conta com unidades básicas de Saúde, de urgência e emergência e hospitais em contato constante realizando monitoramento para rápida atuação em caso de suspeita da doença.

“A vacina triviral, que previne contra sarampo, caxumba e rubéola, deve ter primeira dose aplicada quando completado um ano de vida, com reforço com um ano e três meses. Quem já tem doses de acordo com o calendário de vacinas não precisa ser vacinado novamente”, explica a diretora de Vigilância em Saúde, Elisabeth Wildberger. A aplicação da triviral fechou o ano passado com 78% de cobertura.

Tanto a vacina contra a poliomielite quanto a triviral estão disponíveis nas 15 salas de vacinação do município.A gerente de imunização, Simone Sisnando, explica que dois motivos são fundamentais para explicar a baixa adesão da população à vacinação. Uma delasé a disseminação de informações contra as vacinas. Muitas destas informações se referem aos efeitos colaterais.

“Acreditamos que duas situações podem influenciar demais para a falta de adesão da população em seguir calendário nacional de vacinação: o crescimento de movimentos de grupos que se recusam a vacinar os filhos ou a si próprios e o descrédito quanto ao possível retorno das doenças que estão erradicadas do país há muito tempo. As pessoas tendem a não valorizar a importância que a vacina tem para manter que estas doenças estejam ausentes”, destaca Simone.

A dona de casa Elen Caetano, de 18 anos, levou o pequeno Bernardo, de dois meses, para atualizar a caderneta de vacinação no Centro de Saúde Coletiva. Para ela, é importante manter este calendário atualizado para evitar doenças.

“Quero fazer tudo certinho para evitar que meu filho venha contrair uma doença. Sei da importância que a vacina tem para a prevenção e não quero dar nenhuma brecha”, conta Elen.

O médico pediatra Roberto Audyr destaca que a orientação e a conscientização são os maiores aliados na busca pela prevenção. Segundo ele, a população deve ter entendimento de que a vacina é a melhor forma de evitar que doenças que afetaram muitas pessoas volte ao cotidiano.

“A maior prevenção é a vacina. Os pais devem se conscientizar que precisam levar os filhos para tomar a vacina e ficar imune. Há mais de 28 anos não temos registro da poliomielite no Brasil, por exemplo, resultado da política de prevenção, vigilância e controle desenvolvida pelos três níveis do Sistema Único de Saúde (SUS). A conscientização é muito importante”, explica Dr. Roberto Audyr, especialista do Centro de Saúde Coletiva.

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