Ronda Escolar faz mais de 2 mil visitas em 2018

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A Ronda Escolar alcançou um dado histórico em 2018: pela primeira vez o serviço realizado pela Guarda Civil fechou o ano com 2.014 visitas a 132 unidades de ensino da cidade. O número é 38% maior que em 2017, quando praticamente triplicou em relação a 2016. O aumento dos números se deve a ampliação do trabalho feito ao longo do ano escolar.

Em 2018, a Ronda Escolar passou a acompanhar também a entrada dos alunos na chegada pela manhã e também as aulas noturnas da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

“A gente conseguiu fechar com chave de ouro. Fechamos o ano com mais de 2 mil visitas, inédito na Ronda Escolar. E isso não foi só visitas de passagem na escola. Pelo contrário. Conseguimos implementar um grande número de palestras e acompanhar as ocorrências dentro das escolas. Então além das ocorrências, tivemos um trabalho intensificado de prevenção”, explica Cláudia da Conceição, coordenadora da Ronda Escolar.

Petrópolis tem 42 mil alunos na rede pública e cerca 4 mil funcionários. Para atender todas as escolas, a Ronda Escolar mantém 16 agentes para atender todos os distritos.

“A Ronda Escolar é um serviço essencial para garantir a tranquilidade para os estudos dos alunos e para o trabalho de professores e dos funcionários das escolas de Petrópolis. Antes de iniciar o governo, esse era um serviço praticamente parado, que atendia apenas algumas ocorrências. E graças ao investimento feito para aumentar a equipe e garantir a estrutura necessária, hoje é feito o trabalho preventivo e também o acompanhamento dos alunos para que realmente eles apresentem uma mudança efetiva”, ressalta o prefeito Bernardo Rossi.

Uma das escolas mais visitadas em 2018 foi a Paroquial Loteamento Samambaia, que recebeu as equipes da Ronda Escolar 42 vezes. O número não contabiliza apenas o atendimento de ocorrências, mas também as idas para palestras com os alunos e, principalmente, reuniões com os pais ou responsáveis para acompanhamento dos estudantes. Medida que deu certo.

Nessas reuniões com os pais, sempre são propostas mudanças de atitudes dos pais/responsáveis e dos próprios estudantes – algo como um “termo de ajustamento de conduta” informal. Um dos casos da escola que chamou a atenção foi de um aluno que teve um ato de indisciplina com um professor. A conversa com os pais foi difícil pela resistência deles em aceitar as orientações dos guardas.

“A gente percebeu que a mãe acobertava as indisciplinas do filho para o pai. E eu pontuei isso para ele na frente dela. A gente tem na nossa prática fazer um ‘termo de ajuste de conduta’ por parte do aluno e dos pais. E eu deixei consignado que eles iriam acompanhar esse aluno ligando para a escola toda a sexta-feira para se informar sobre o andamento dele nos estudos”, conta o guarda Josué Rodrigues Pinto.

Uma medida simples, que teve grande impacto na vida desse aluno. Antes um estudante não levava os estudos muito a sério, ele passou a sentar nas fileiras da frente e, com isso, depois de dois anos repetindo o 5º ano, conseguiu passar para a próxima série.

“Para nossa surpresa, ele mudou significativamente e a família também. A mãe ligou para a escola reconhecendo o erro, que estava atrapalhando o desenvolvimento dele. E foi uma conversa com a Ronda que deu início a essa nova fase do aluno. A ideia que se tem é que a Ronda passa apenas para dar bronca ou alguma coisa do tipo. E isso não é verdade. Isso é o que a gente menos faz”, fala o guarda.

Diferença perceptível de dia e de noite

A diretora da Escola Paroquial Loteamento Samambaia, Ana Paula Echternacht, à frente da unidade há apenas um ano, também é professora de EJA no Liceu Carlos Chagas. Ela pode vivenciar o trabalho feito nos dois horários pela Ronda Escolar e não tem dúvida de que o serviço torna os alunos mais disciplinados.

“A Ronda Escolar atua de diversas formas. Na relação dos alunos com os professores, mostrando o quanto a responsabilidade e o respeito são importantes. Algumas vezes, eles vieram por conflitos realmente, de preconceito racial, aluno que xingou professor. E a Ronda sempre pontuando o quanto esse desrespeito é nocivo para eles mesmo”, afirma ela, ao lado da diretora-adjunta Paula Patulea e da orientadora escolar, Lívia Arruda.

As três também destacam a importância das reuniões com as famílias.

“A ação da Ronda sempre é pontual e constante. E eles não esquecem. O que acontece naquele momento é retomado depois para saber o que deu naquela situação, para saber se aquilo que foi orientado a fazer deu certo, se conseguiu sanar o problema ou se é preciso montar outra estratégia. Eu acho muito legal esse acompanhamento que eles dão”, diz a diretora.

No período noturno, a principal dificuldade é lidar com a rebeldia, segundo a Echternacht.

“A gente sabe que eles são mais velhos, então tem mais vícios de comportamento, e a gente pontuar à noite o que está errado é muito mais complexo do que fazer isso de manhã com criança. Fazer isso com jovens, com adolescente com rebeldia é muito mais complicado. Então a presença da Ronda à noite é muito mais necessária até”, fala.

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