Rio tem média de 15 tiroteios por dia durante isolamento

Fogo Cruzado aponta redução de tiroteios durante a pandemia. Mortes de inocentes em confrontos continuam: foram 239 vítimas entre março e junho
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Apesar de os tiroteios terem diminuído desde o início das medidas de isolamento social, a Região Metropolitana do Rio registrou 468 baleados, das quais 239 morreram, entre os dias 14 de março e 13 de junho. Os dados fazem parte de levantamento da plataforma Fogo Cruzado. O estudo mapeou 1.405 tiroteios/disparos de arma de fogo. O número, que representa uma média de 15 confrontos por dia, é 36% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado.

O número de pessoas atingidas e de vítimas fatais também teve redução em relação a 2019, quando foram verificados 363 feridos e 350 mortes.

“Mesmo com a redução, o que já seria o esperado na pandemia, os números ainda são altos. Parece é que a diminuição desses eventos ainda não pode ser considerada uma tendência ou movimento consolidado, pois parece que responde muito mais às contingências desse momento de crise sanitária do que a uma ação racional das forças de segurança”, defende Robson Rodrigues, antropólogo, ex-chefe do Estado Maior Geral da Polícia Militar e pesquisador do Laboratório de Análise da Violência (LAV/Uerj).

Baleados dentro de casa

No período analisado, houve ainda 14 vítimas de bala perdida sendo que oito pessoas foram baleadas dentro de casa enquanto cumpriam o isolamento social. Esse foi o caso do adolescente João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, morto em 18 de maio durante uma operação conjunta das polícias Civil e Federal no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.

Uma semana depois, no dia 25 de maio, outro caso de repercussão foi o de Bianca Regina Oliveira, de 22 anos, que foi vítima de bala perdida enquanto dormia dentro de casa. A jovem, que mora na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, foi atingida com um tiro de fuzil na cabeça durante intenso tiroteio em operação policial. Ela sobreviveu.

A plataforma Fogo Cruzado ainda destacou os bairros do Grande Rio mais afetados pelos tiroteios nos três meses analisados. A Vila Kennedy é a primeira da lista, com 93 casos. Na sequência vêm o Complexo do Alemão, com 48, Cidade de Deus, com 43, Tijuca, com 35, e Vicente de Carvalho, com 33.

Fonte: O Dia

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