Há dois anos, Thaiza Marques, de 31 anos, advogada, ficou impossibilitada de seguir com a sua rotina. Casada e ainda sem filhos, ela teve Zika e sofreu por sete dias com o cansaço e a coceira no corpo, sintomas característicos da doença. Oito meses depois, Thaiza, que mora no Bairro Anchieta, teve Chikungunya.

A doença, transmitida pelo mesmo mosquito vetor da Zika e da Dengue, trouxe muitas dores nas articulações e interferiu na vida dela por quase um ano. “Eu fiquei com os sintomas da Chikungunya por, pelo menos, oito meses. Quando eu comecei a melhorar, eu melhorei da maior parte do corpo, mas eu ainda fiquei sentindo muitas dores no tornozelo. Então, eu fiquei por muito tempo caminhando com dificuldade porque eu sentia muita dor no tornozelo e dor no cotovelo”, diz a advogada.

No município do Rio de Janeiro, os registros de Dengue, Zika e Chikungunya diminuíram. Enquanto em 2016 foram registrados 14.203 casos de Chikungunya, em 2017, foram apenas 1.560. Os registros de Dengue caíram de 25.800 para 3.361. Já os de Zika foram os que mais apresentaram redução: de 31.960 casos, no ano passado, para apenas 591, em 2017.

Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Cristina Lemos, a redução foi possível devido às ações de prevenção e combate realizadas em parceria com as secretarias de Educação e de Assistência Social, além das capacitações de agentes e mobilizações sociais. Ela explica que o clima também influencia no aparecimento do mosquito e faz um alerta à população. “Agora está começando novamente a esquentar, vêm as chuvas, vem o calor, é a condição ideal que o mosquito precisa para se reproduzir. Então, que as pessoas tenham cuidado com seu ambiente, não deixem nada que possa acumular água, recipientes de animais, piscinas. Cuidar dessas questões relacionadas ao ambiente onde as pessoas vivem é fundamental para que a gente tenha um controle do vetor, dos mosquitos, para que a gente possa ter um verão também sem nenhuma surpresa em relação a essas doenças”, ressalta.

No total, três mil agentes de vigilância em saúde trabalham diariamente nas ruas do município do Rio de Janeiro, fazendo visitas de inspeção para busca de focos do mosquito. Ajude a acabar com o mosquito você também. Denúncias de possíveis criadouros podem ser feitas pelo telefone da Central de Atendimento da Prefeitura, pelo número 1746. Lembre-se: um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.

Fonte: Agência do Rádio Brasileiro