Rio de Janeiro supera média nacional e aumenta expectativa de vida

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A expectativa de vida de quem vive no Rio de Janeiro aumentou. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados no início de dezembro, a média de vida do estado pulou de 75,9 anos em 2015 para 76,2 anos em 2016.
Apesar de a média do Rio ter sido acima da nacional – 75,8 anos –, o estado ficou na lanterna dentro da região Sudeste. O Espírito Santo alcançou o segundo lugar nacional, com 78,2. Em seguida, vem São Paulo, com 78,1 anos. Minas Gerais teve média de 77,2 anos, dois meses a mais do que o registrado em 2015.

ÁUDIO: baixe a versão de rádio desta matéria 

MAIS: Expectativa de vida sobe e estado deve ter mais gastos com aposentadoria

Com isso, o número de pessoas idosas também vem crescendo. Ainda de acordo com o IBGE, a quantidade de pessoas com 60 anos ou mais em 2016 cresceu 16% em relação a 2012. No Rio, a população total em 2016 era de 16,6 milhões. O grupo de pessoas com 60 anos ou mais correspondia a 3,1 milhões, sendo 1,8 milhão só de mulheres. Número de idosos vem crescendo no Brasil, segundo IBGE

Para o pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE – FGV) Bruno Ottoni, o crescimento da população idosa está acelerado. Se o governo não tomar medidas, isso pode ser um problema para o setor previdenciário. “À medida que o País for envelhecendo, a tendência é que a situação da previdência se torne calamitosa. Realmente, o Governo Federal vai ter muita dificuldade em fechar suas contas.”

Gastos
Em 2014, a expectativa de vida da mulher carioca era de 79 anos, bem acima da média registrada naquele ano (75,2). Já os homens ficaram abaixo da média, com 71,9. E não para por aí. A projeção do IBGE para 2060 é de que as pessoas com 60 anos vivam 25,2 anos a mais – ou seja, até os 85,2 anos. Isso significa mais gente envelhecendo e se aposentando. A previsão do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência) é de que o rombo previdenciário no estado seja de R$ 12 bilhões.

“Hoje, o principal gasto do Governo Federal é com previdência. Isso acontece porque o brasileiro mudou muito a condição de vida, a qualidade de vida. O brasileiro está vivendo muito mais tempo do que na época em que as regras de previdência foram formadas”, acredita o especialista em finanças Marcos Melo.

Para Bruno Ottoni, as despesas com o benefício podem causar um colapso no sistema. “Nossa previdência hoje consome uma quantidade absurda de recursos do governo e nós ainda somos um País jovem. A nossa transição demográfica será muito acelerada. O que a França fez em 100 anos, e alguns outros países europeus também fizeram em muitos anos em termos de transição demográfica ou velocidade de envelhecimento, nós faremos em 20 anos.”

Reforma
O Governo tem pressa em votar a reforma da Previdência. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a expectativa é de que o Governo já tenha alcançado os votos necessários – 308 para ser aprovada. A previsão é de que a proposta seja votada ainda neste ano.

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