O verão acabou, mas especialistas alertam que é preciso continuar usando repelentes neste período do ano. O motivo é que doenças, como a febre amarela, continuam registrando novos casos a cada dia no Estado do Rio de Janeiro, mesmo após a intensificação da vacinação contra a doença. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), só em 2018, foram registrados 197 casos.

Mas, na hora de escolher o repelente ideal, os dermatologistas destacam que é preciso ter atenção, principalmente com relação ao tempo de proteção. A dermatologista Cássia Coelho, afirma que existem diferenças entre as marcas e que é preciso observar se o repelente contém substâncias como a Icardina, que confere maior tempo de proteção.

“Os produtos que possuem essa substância são bem eficazes e podem ser reaplicados de 10h em 10h, diferente de outras substâncias que exigem reaplicação a cada duas ou seis horas”, explica a dermatologista.

Para gestantes e crianças, a médica diz que o cuidado deve ser redobrado e sugere o uso de repelentes com a substância IR3535. Para as gestantes, ela diz que devem ser avaliados os riscos também de outras doenças, como a zika e a dengue. Elas também podem usar paralelamente os repelentes naturais a base de citronela, andiroba e óleo de soja.

Já para as crianças, os repelentes com IR3535 podem ser usados a partir dos 6 meses de idade, desde que sejam reaplicados a cada duas horas.

“Na hora de aplicar é preciso ter cuidado com olhos, mucosas e nariz, para prevenir o risco de alergias. Mas, se ainda assim, o paciente identificar alguma reação, deve suspender o uso e procurar um posto de urgência”, destaca.