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Reino Unido aprova vacina segura para uso e anuncia sua aplicação já na próxima semana

O Reino Unido será o primeiro país a oferecer uma vacina COVID-19 ao público após aprovação do imunizante em tempo recorde. O governo disse que a vacina já estará disponível na próxima semana
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Por Guilherme Campbell

O Reino Unido disse na quarta-feira (2), que aprovou a vacina Pfizer-BioNTech para uso e que ela será lançada na próxima semana. “O governo aceitou hoje a recomendação da Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) independente para aprovar a vacina COVID-19 da Pfizer-BioNTech para uso”, disse o governo. “A vacina estará disponível em todo o Reino Unido a partir da próxima semana.” Esse passo coloca o Reino Unido como um dos primeiros países a iniciar o processo de vacinação de sua população na tentativa de conter o surto de COVID-19. O primeiro-ministro Boris Johnson escreveu em sua rede social Twitter que as vacinas COVID-19 “nos permitirão recuperar nossas vidas”.

As primeiras doses já estão a caminho para o Reino Unido, com 800.000 previstas nos próximos dias, disse a Pfizer. O secretário de saúde Matt Hancock disse que o NHS entrará em contato com as pessoas sobre as injeções. Os idosos em lares de idosos e funcionários de lares de idosos foram colocados no topo da lista de prioridades, seguidos por pessoas com mais de 80 anos e pessoal de saúde e cuidados. Essa notícia surge após recordes de mortes e de testes positivos de Covid-19 no país. O primeiro-ministro Boris Johnson reforçou que se pode se deixar “levar pelo otimismo ou cair na crença ingênua de que nossa luta acabou”.

Brasil

A Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, também anunciou nesta quarta-feira (2) os critérios para a aprovação do uso emergencial de vacinas contra a Covid-19 dentro do território nacional. O Brasil ainda não realizou nenhum acordo de compra da vacina da Pfizer/BioNTech por precisarem de um armazenamento a temperaturas extremamente baixas. Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, o governo quer um imunizante que possa ser armazenado em temperaturas de 2ºC a 8ºC, pois essa é a temperatura da rede de frio usada no sistema de vacinação brasileiro.

Fatores como a dificuldade de armazenamento durante o transporte e custo da vacina também tirou a vacina do grupo farmacêutico do alcance do Brasil em um primeiro momento, uma vez que a vacina da Pfizer seja até 5 vezes mais cara que a de Oxford, que será produzida pela Fiocruz.

O Brasil registrou nesta quarta-feira (2), 49.863 novos casos de coronavírus, o que eleva o total de infecções confirmadas no país a 6.436.650, informou o Ministério da Saúde. Também foram notificados 698 novos óbitos em decorrência da Covid-19, com o total de mortes pela doença atingindo 174.515. Em meio ao que o ministério chama de “repique” da Covid-19, os números de casos no Brasil giram em torno dos 50 mil e o número de mortes se aproxima dos 700 diários.

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