Reflexões de fim de ano

Compartilhe
Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no twitter

Que ano, meus amigos! Que ano! Começamos 2020 com muitas alegrias, carnaval chegando para a animação de todos e, de um dia para o outro, entramos em quarentena. Tudo fechado e a necessidade de nos mantermos reclusos para diminuir a propagação do novo coronavírus. O que ouvíamos foi diferente do que acabou sendo: a quarentena de 15 dias passou para mais de 40 e extrapolou todos os limites.  

Limite, do dicionário: momento, espaço de tempo que determina uma duração ou que separa duas durações. Em 2020, ultrapassamos todos os limites. Na área da saúde mental, o que se viu foi uma explosão de casos de ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático provenientes do que foi vivido ao longo da quarentena imposta pela pandemia. Momentos de luta e de luto.   

A ideia deste texto não é trazer dicas de como diminuir os sintomas de ansiedade ou da depressão. Já lemos sobre isso durante todo o ano. A proposta é focar no que ainda deu certo esse ano, como uma tentativa de impor esse limite e colaborar para que possamos ver e viver também as coisas boas realizadas. Nesses momentos é comum usarmos uns “óculos escuros” onde tudo o que podemos ver à nossa frente está totalmente distorcido ou passando despercebido. Tentarmos perceber o que ainda tem de bom ao nosso redor nos ajuda a tirar um pouco esses “óculos”. Apesar de termos recebido enxurradas de notícias ruins, tivemos muitas coisas boas e humanas feitas.   

Muitas coisas foram modificadas ao longo desses últimos meses. Tivemos relatos de fortalecimento de vínculos pessoais e inovações pensadas para diminuir os impactos vividos por todos nós durante a pandemia. Observamos o quanto o ser humano consegue se reinventar, apesar de toda dor, para ajudar quem mais precisa. Em meio a um misto de emoções com notícias trazendo números crescentes da doença, vimos pessoas que conseguiram elaborar projetos e ações para diminuir o seu impacto na vida de muitas outras pessoas.   

Apesar de toda dor, o homem ainda conseguiu impor esse limite, separando o desespero vindo com o vírus do que ainda há de bom nos seres humanos: companheirismo, ajuda humanitária e contribuições sociais.  Imponha esse limite, tire esses “óculos escuros” e tente perceber o que de positivo foi feito próximo a você.  

*Marihá Lopes é psicóloga clínica, especialista em terapia cognitiva comportamental e psicologia social. 

Mais informações em www.marihalopes.com  

Compartilhe
Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no pinterest
Pinterest
Compartilhar no twitter
Twitter

veja também

Comentários estão fechados.