Nesta semana alguns relatos chamaram a atenção, por se tratar de reclamações constantes feitas pelos pacientes que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS), da Cidade Imperial. Mais uma vez assuntos como a demora do atendimento, falta de médicos e até a suposta extinção da unidade de emergência do HAC, estiveram em pauta, além da super bactéria que assombra o local.

Na UPA de Cascatinha, uma internauta reclamou sobre a espera para ser atendida, já que se encontrava em situação delicada, por se tratar de uma infecção urinária. A moça que preferiu não se identificar, destacou através do envio de mensagem pelo inbox, que ficou “mais de três horas esperando”. Ainda de acordo com ela, pessoas que haviam chegado mais cedo na Unidade de Pronto Atendimento, também não tinham sido atendidas até o horário que nos contatou, em torno das 17h30 de terça-feira (23).

Já no bairro Amazonas, o morador Fernando Ferreira, nos informou que falta médicos no Posto de Saúde do local, impossibilitando que as pessoas sejam atendidas próximas a sua residência. Fernando citou a situação da sua mãe para explicar os desdobramentos:

  • Eu tenho uma mãe hipertensa e que era atendida no Posto de Saúde do nosso bairro. Com esse descaso, a dificuldade do tratamento se torna maior. Ela precisaria da receita para poder pegar os remédios que utiliza para regular sua pressão, mas não tem médico.

E em mais um relato envolvendo o Hospital Alcides Carneiro (HAC), uma idosa de 75 anos, nos contatou alegando que recebeu a informação que a partir da próxima segunda-feira, 29 de outubro, a unidade de emergência do Hospital não funcionará mais. Ela foi informada sobre a alteração na infraestrutura, ao precisar utilizar o serviço nesta terça (23).

Para completar, nesta quinta (25), uma super bactéria “carnívora” foi detectada na UTI do Alcides Carneiro. De acordo com o diretor do Hospital, a dedetização já está sendo preparada, mas para isso acontecer, médicos estão trabalhando para que as pessoas infectadas sejam curadas, para que não haja maior propagação de contaminação entre as pessoas.

A Secretaria de Saúde respondeu a matéria em nota, segue na íntegra:

A Unidade de Saúde da Família do Amazonas possui um médico clínico. A Secretaria de Saúde está em processo de contratação de mais um profissional para a unidade.

Quanto ao atendimento na UPA Cascatinha, a unidade operou com quadro completo de quatro médicos e três pediatras na terça-feira (23.10). Cabe lembrar que – conforme estabelece o Ministério da Saúde – nas UPAs todos os atendimentos são referenciados em classificação azul, verde, amarelo e vermelho, conforme a gravidade dos pacientes.

As portas de entrada para atendimento de emergência são as UPAS Centro e Cascatinha.

Por: Gabriel Malheiros