A Receita Federal, em parceria com o Ministério Público Federal e com a Polícia Federal, participa da Operação Marakata, deflagrada na manhã desta terça-feira (4/9) como um desdobramento da Operação Câmbio, Desligo. Esta fase da operação investiga um esquema de comércio ilegal de pedras preciosas e semipreciosas e sua exportação com preços subfaturados tendo por fim a sonegação de tributos, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

De acordo com o apurado nas investigações, os envolvidos adquiriam as pedras preciosas de garimpeiros e atravessadores. Para dar uma aparência de licitude aos negócios eram utilizados documentos fiscais e comerciais com preços menores que os praticados. Após a aquisição, as pedras tinham como principais destinos a Índia e Hong Kong, sendo exportadas com valores subfaturados.

A força-tarefa apura se a rede de doleiros investigados na Operação Câmbio, Desligo (deflagrada em 3/5/2018) era usada para receber a diferença entre o valor real da exportação e o declarado às autoridades fazendárias. O esquema possivelmente envolvia ainda os doleiros para pagar a diferença entre o valor real da aquisição e o valor informado nos documentos fiscais usados para a compra das pedras.

Participam da operação auditores-fiscais e analistas-tributários da Receita Federal que cumprem mandados de busca e apreensão nos Estados do Rio de Janeiro e da Bahia. Como parte das ações estão sendo cumpridos também 5 mandados de prisão.

A Receita Federal vem participando das investigações da Lava Jato, em conjunto com o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, desde antes de sua deflagração ostensiva, por meio de cruzamentos e análise de dados internos realizados pela sua área de inteligência.

Fonte: Receita Federal

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