Rádio Nacional do Rio de Janeiro celebra 85 anos

Emissora preparou programação especial para setembro, mês em que festeja aniversário
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Presente na memória afetiva da população como “a mais querida do Brasil”, a Rádio Nacional do Rio de Janeiro comemora 85 anos no próximo domingo, dia 12. Para festejar a data, a emissora preparou uma programação especial para todo o mês de setembro.

Além da divulgação de depoimentos de artistas e personalidades de diversas gerações parabenizando a Nacional, as atrações diárias também vão trazer pautas e entrevistas temáticas sobre a história da Rádio. Os grandes destaques comemorativos serão exibidos no final de semana do aniversário.

Neste sábado (11), as homenagens pontuam as transmissões do Alô Rio, com Waldir Luiz, das 8h às 10h, do Ponto do Samba, apresentado por Rubem Confete, de 11h a 12h, e do Musishow, exibido de 20h à meia-noite.

Já no domingo (12), a comemoração está garantida pela manhã com Histórias do Frazão, de 8h a 10h, e Painel Nacional, com Dylan Araújo, ao vivo, das 10h às 12h. Na parte da tarde, de 12h a 13h, será transmitido um programa especial sobre cantores do rádio, com Astrid Nick. E das 13h às 14h, vai ao ar uma edição festiva do Ponto do Samba.

Museu da Rádio eterniza relevância da emissora na história do país

Como parte das celebrações de 85 anos da emissora que conquistou os brasileiros na década de 1930 e marcou a Era de Ouro do Rádio, foi inaugurado em agosto o Museu da Rádio Nacional, nas instalações da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) no Rio de Janeiro. O evento de abertura contou com a presença do Ministro das Comunicações, Fábio Faria, e do diretor-presidente da EBC, Glen Valente.

O museu reúne itens usados por atores e locutores que fizeram história na Nacional, além de  fotos, prêmios, roteiros e revistas da época. Um dos destaques é a réplica do estúdio onde foram gravadas as principais radionovelas da emissora, como “Direito de Nascer” e “Em Busca da Felicidade” – a primeira do país. Lá também são relembrados os programas de auditório que abriram espaço para artistas como Orlando Silva, Ataulfo Alves, Dalva de Oliveira, Nelson Gonçalves, Cauby Peixoto e Luiz Gonzaga.

Em razão da pandemia, ainda não há previsão de data para abertura do museu ao público.

Referência de programação plural e popular

Inaugurada em 12 de setembro de 1936 ao som de “Luar do Sertão”, de João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense, a Nacional do Rio de Janeiro é responsável pelas matrizes que formam hoje o rádio brasileiro: a música, a informação, o humor, a dramaturgia, o esporte e os programas de auditório.

Na chamada “época de ouro do rádio”, a emissora levou os melhores programas de variedades e radionovelas a ouvintes de todo o país e de parte do mundo. Pelas ondas da Nacional, os maiores nomes da Música Popular Brasileira se consagraram.

Historicamente reconhecida como referência de programação plural e popular, a Rádio Nacional do Rio de Janeiro foi ainda pioneira no radiojornalismo com o programa O Repórter Esso, no ar entre os anos de 1941 e 1968. O slogan “a testemunha ocular da história” serviu de modelo para outras atrações jornalísticas do país.

Do surgimento até os anos 1960, a Nacional se firmou como grande fenômeno de expressão da cultura popular brasileira, tornando-se uma das cinco maiores rádios do mundo. A emissora criou formatos que passariam a se estabelecer como padrões comerciais para a comunicação de massa, como os programas de auditório, que contavam com presença do público no histórico Edifício A Noite – primeiro arranha-céu da América Latina, instalado na Praça Mauá, centro do Rio de Janeiro. Grandes maestros, músicos, cantores, cantoras, locutores, radioatores, radioatrizes, apresentadores e repórteres fizeram a história da Rádio.

Em 2008, a emissora passou a ser integrante da EBC e teve uma ampla reformulação estrutural, técnica e de programação. Ajustes feitos com os olhos no futuro, porém sem esquecer as suas características históricas. Se antes a Nacional tinha como filosofia uma programação patrocinada e comercial, atualmente, ela tem caráter cidadão, musical, cultural, noticioso e esportivo.

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