Quatro escolas são fiscalizadas e se encontram com problemas em Petrópolis

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Na sequência de fiscalizações realizadas pela vereadora Gilda Beatriz, ela vem constatando as dificuldades encontradas por alunos e professores nas unidades de ensino da cidade. Na segunda-feira (25/02), Gilda Beatriz (MDB), encontrou irregularidades em mais quatro instituições de ensino municipais. “Os problemas estão em aspectos de acessibilidade, estrutura física dos prédios e, até mesmo, a pouca quantidade de carnes disponíveis para a merenda”, cita a vereadora.

Na Escola Paroquial Carlos Demiá, no Retiro, um dos banheiros está completamente destruído. Outro foi reformado pela própria comunidade. “O povo já não aguenta mais esperar por medidas efetivas e se preocupam com os alunos. É inacreditável como falta poder público em cada canto da cidade”, afirmou Gilda.

A Vereadora também apontou problemas na acessibilidade na Escola Paroquial São Pedro de Alcântara, que atende cerca de 140 alunos do Ensino de Jovens e Adultos (EJA), sendo, no mínimo, 16 com alguma deficiência. O local também conta com alunos idosos, alguns com mais de 80 anos. “O local não tem acessibilidade e nem estrutura para atender essa demanda. No banheiro falta, até mesmo, barra de acessibilidade para pessoas idosas. Por inúmeras vezes foram cobradas providências da Secretaria de Educação, mas nada é feito.”, declarou a vereadora.

Uma outra dificuldade encontrada é a liberação da Secretaria de Educação para a utilização do dinheiro para a reforma. A Escola Paroquial Nossa Senhora da Glória, encontra-se com rachaduras em uma das salas de aula, pisos soltos e infiltrações na unidade. De acordo com a direção da Instituição, a conta da escola possui dinheiro, que vem da verba de escolas acessíveis, para poder efetuar os reparos na unidade.

Na Escola Municipal Johann Noel, no Bingen, Gilda encontrou cadeiras inadequadas para crianças pequenas, pouca quantidade de carnes para a merenda e turmas com superlotação. “Em todos os locais que fiscalizo eu encontro problemas. Imagina só, como os alunos de quatro, cinco anos, podem ficar em cadeiras que não são feitas para eles. Já ocorreram acidentes por causa das carteiras e essa situação não pode ficar assim.” disse a vereadora Gilda Beatriz.

Na mesma escola, o que deixou a vereadora preocupada foi a questão da quantidade de alunos por sala. Atualmente são 26 alunos por classe, com um professor responsável. O número vai contra a indicação dos Parâmetros Nacionais de Qualidade para a Educação Infantil.

Foi constatado também na fiscalização que os professores não estão recebendo os livros didáticos. Livros foram encontrados estocados no depósito da Secretaria de Educação, no Itamarati, ao invés de serem entregues, além do fato dos diretores das instituições terem que ir até a secretaria buscar os livros.

São seis Centros de Educação Infantil (CEI) que não receberam o material, além de escolas como Escola Municipal Paulo Freire e a Escola Municipal Santos Dumont, que deveriam ter prioridade no atendimento por se tratar de crianças com deficiências. A Vereadora Gilda Beatriz entrará com um requerimento de informação solicitando mais esclarecimentos sobre a entrega dos livros para as escolas municipais.

A Prefeitura em nota disse que mesmo com uma rede extensa, 182 unidades educacionais, as escolas ficaram sem manutenção por muitos anos, a Secretaria de Educação já realizou em dois anos reformas em 81 unidades educacionais, sendo 30 em andamento neste início de ano. Todos as solicitações de obras enviadas pelas direções das escolas e CEIs são analisadas pela equipe da Secretaria de Educação.

Com relação à EM Johann Noel, a unidade educacional recebeu melhorias em janeiro de 2019 que compreendem a adaptação de banheiros para atendimento dos alunos da educação infantil, pintura e grades de proteção nas janelas e corredores. Não há superlotação na escola citada. As turmas são montadas de acordo com o número previsto para cada turma. Com relação ao quantitativo de carne na unidade escolar, a Secretaria de Educação esclarece que a entrega desse tipo de alimento é feita semanalmente para garantir a qualidade do alimento. A quantidade está de acordo com o mapa da merenda fornecido pela unidade escolar. Vale salientar ainda que, como essa é a última semana do mês de janeiro e o período do Carnaval está próximo, período em que as escolas não funcionam, as escolas tendem a zerar o estoque de alimentos perecíveis para evitar que estraguem.

Os livros didáticos são enviados pelo Governo Federal e enviados às escolas conforme recebimento. Os livros que estão no depósito da Secretaria de Educação foram recebidos no período das férias e a Secretaria os recebeu para evitar o retorno para a sede dos Correios. Algumas diretoras preferiram buscar os livros e a Secretaria de Educação está fazendo a entrega dos demais.

Com relação à reclamação do banheiro da Escola Paroquial Carlos Demiá, a escola tem verba federal disponibilizada para reparos e a Escola São Pedro de Alcântara também têm verba disponível pelo governo federal para acessibilidade.

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