Quase 386 mil bebês nascerão em todo o mundo neste primeiro dia de 2018, disse hoje o UNICEF. A Ilha do Natal – uma pequena ilha do Pacífico, em Kiribati – provavelmente receberá o primeiro bebê de 2018; os Estados Unidos, o último. Em todo o mundo, estima-se que mais da metade desses nascimentos ocorrerá em nove países:

  • Índia – 69.070
  • China – 44.760
  • Nigéria – 20.210
  • Paquistão – 14.910
  • Indonésia – 13.370
  • Estados Unidos – 11.280
  • República Democrática do Congo – 9.400
  • Etiópia – 9.020
  • Bangladesh – 8.370

Enquanto muitos bebês sobreviverão, alguns não passarão de seu primeiro dia de vida. Em 2016, cerca de 2,6 mil crianças morreram nas primeiras 24 horas após o nascimento, em todos os dias do ano. Para quase 2 milhões de recém-nascidos, sua primeira semana também foi sua última. Ao todo, 2,6 milhões de crianças morreram antes do final do primeiro mês. Mais de 80% de todas as mortes de recém-nascidos são em decorrência de causas que poderiam ter sido prevenidas e tratadas, como parto prematuro, complicações durante o parto e infecções como septicemia e pneumonia.

O Brasil é uma das nações que têm se destacado por reduzir a mortalidade infantil e na infância. A taxa de mortalidade de crianças menores de 1 ano foi reduzida em mais de 25% de 2005 a 2015. No entanto, em 2015, mais de 37,5 mil crianças morreram antes de completar seu primeiro aniversário – na maioria das vezes por causas que poderiam ter sido evitadas, relacionadas ao acesso e baixa qualidade do pré-natal, à assistência ao parto e ao cuidado neonatal. E as maiores vítimas da mortalidade infantil no País são as crianças indígenas. Elas têm mais que o dobro de chance de morrer antes de completar 1 ano do que as outras crianças brasileiras.

“Para 2018, a resolução de Ano Novo do UNICEF é ajudar a dar para cada criança mais do que uma hora, mais do que um dia, mais do que um mês – e sim uma vida longa, plena de direitos e oportunidades”, afirmou Jane Santos, especialista em Saúde e HIV do UNICEF no Brasil. “Pedimos aos governos e parceiros que se juntem à luta para salvar a vida de milhões de crianças, fornecendo soluções comprovadas e de baixo custo. É preciso priorizar a formação continuada dos profissionais, sobretudo das áreas de saúde, educação e assistência social”.

Nas últimas duas décadas, o mundo viu avanços sem precedentes no combate à mortalidade infantil, reduzindo para a metade o número de crianças em todo o mundo que morrem antes do quinto aniversário para 5,6 milhões em 2016. Mas, apesar desses avanços, os progressos para os recém-nascidos foram mais lentos. Os bebês que morrem no primeiro mês representam 46% de todas as mortes entre crianças com menos de 5 anos de idade.

No próximo mês, o UNICEF lançará Every Child Alive (Toda Criança Viva), uma campanha global para exigir e oferecer soluções de cuidados com a saúde, acessíveis e de qualidade para cada mãe e recém-nascido. Esses incluem um fornecimento constante de água potável e eletricidade nas instalações de saúde, a presença de um atendente de saúde hábil durante o parto, desinfecção do cordão umbilical, amamentação na primeira hora após o nascimento e contato pele a pele entre a mãe e a criança.

De acordo com as estatísticas de expectativa de vida, estamos entrando na era em que todos os recém-nascidos do mundo deveriam ter a oportunidade de ver o século 22. Entretanto, quase metade das crianças que nascerem neste ano, provavelmente, não sobreviverá. A expectativa de vida de uma criança nascida na Suécia em janeiro de 2018 atingirá 2101, enquanto, uma criança da Somália provavelmente não viverá além de 2075.

 

Sobre o UNICEF

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) promove os direitos e o bem-estar de cada criança em tudo o que faz. Com seus parceiros, trabalha em 190 países e territórios para transformar esse compromisso em ações concretas que beneficiem todas as crianças, em qualquer parte do mundo, concentrando especialmente seus esforços para chegar às crianças mais vulneráveis e excluídas.

Fonte: UNICEF