Petrópolis escolheu, no último fim de semana, seus representantes para a 4ª Conferência Estadual de Cultura, que acontece entre os dias 8 e 9 de junho, no Rio. Nove delegados selecionados dentro da programação da 3ª Conferência Municipal de Cultura, que aconteceu no Centro de Cultura Raul de Leoni, na noite de sexta-feira (18.05) e durante todo o sábado (19.05), levarão as propostas discutidas pelos diversos segmentos culturais da cidade. Tomando como base a demanda local, os participantes do encontro criaram propostas de diretrizes sobre as políticas públicas do setor.

Questões como a implementação do sistema de indicadores, ou seja, o mapeamento com informações públicas do setor de cultura em Petrópolis; a utilização dos espaços culturais; a valorização do patrimônio cultural da cidade; formação e capacitação de profissionais; entre outros assuntos estiveram entre os destaques da discussão, que teve como base seis eixos principais: Economia da Cultura e Novas Tecnologias; Infraestrutura Cultural, Integração e Desenvolvimento; Cultura e Sustentabilidade; Democracia, Cidadania e Diversidade; Política Cultural: Gestão e Capacitação; e Preservação e Salvaguarda do Patrimônio Cultural.

Segundo o diretor-presidente do Instituto Municipal de Cultura e Esportes, Leonardo Randolfo, que presidiu a conferência e já havia participado das outras duas conferências municipais, o saldo foi positivo.

“Se formos avaliar as demandas que saíram da primeira, da segunda e agora da terceira conferência, a gente observa um aumento significativo do nível estratégico das propostas encaminhadas neste terceiro encontro. Realmente pautado na questão da política pública e das diretrizes. Percebemos um aumento no nível dessas demandas, não de quantidade, mas aumento de esclarecimento da sociedade civil”, destaca.

A conferência municipal contou com mais de 150 inscritos dos diversos segmentos culturais da cidade, que se dividiram em grupos para as discussões de cada eixo. Para a sociedade civil, é importante que o poder público ouça as propostas e reivindicações do setor. “A conferência é necessária porque é o espaço que a sociedade civil, agentes culturais e quem consome cultura tem para debater cultura. Uma conferência como essa mostra que diretrizes você quer. É aqui que as coisas têm que acontecer. O que apresentamos aqui pode virar uma política pública. O eixo da preservação do patrimônio, por exemplo, é importantíssimo, tanto para o material, quanto para o imaterial”, frisa Gabriela Falconi, do segmento de comunicação.

As propostas discutidas e aprovadas na 3ª Conferência Municipal de Cultura de Petrópolis agora serão encaminhadas para a Conferência Estadual, que também vai discutir os mesmos seis eixos. Nove delegados – três do poder público e seis da sociedade civil, além de nove suplentes, participarão da estadual. De lá, as demandas deverão seguir para a conferência nacional, em Brasília.