O projeto de revitalização da Central do Brasil avançou mais uma etapa. O Governo do Estado do Rio de Janeiro, órgãos municipais e a iniciativa privada participaram de um encontro para diagnosticar a atual situação da região. No seminário, realizado na semana passada, os representantes trocaram ideias e experiências para transformar o mais importante terminal de transportes da Região Metropolitana do Rio em um grande e moderno hub de transportes – um ponto que integre as operações de diversos modais.

Capitaneado pela Secretaria de Estado de Transportes, o projeto conta com a participação da Câmara Metropolitana, além de secretarias municipais, operadores de transportes, Coderte (Companhia de Desenvolvimento Rodoviário e Terminais do Estado do Rio) e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), banco de fomento a políticas públicas. O grupo trabalha na proposta conceitual das mudanças, que devem ser concluídas até dezembro. Em novembro, haverá um novo seminário, o último de caráter técnico.

– A Central é o local onde circula o maior número de passageiros de trem, metrô, ônibus e VLT. Apesar da concentração de pessoas, é uma região cercada por  vários edifícios de grande importância histórica e cultural. É preciso realizar uma integração adequada para resgatá-la e desenvolvê-la, transformando-a em um dínamo de progresso econômico e social. Este projeto terá capacidade de integrar e desenvolver este hub de transportes e melhorar substancialmente o entorno e a vida das pessoas que lá residem ou trabalham – disse o subsecretário de Transportes, Delmo Pinho.

A reestruturação deverá dar ênfase em quesitos como segurança, ordem pública, limpeza urbana, paisagismo e ocupação urbanística. O imponente prédio que abriga o famoso relógio deverá ser gradativamente recuperado e ter seu uso expandido e modernizado, inclusive com a implantação de um shopping, próximo à gare, além de outras funcionalidades.

– Se bem estruturada, será uma região economicamente forte, usando o transporte como um ímã para seu desenvolvimento social. Não só os usuários de transporte público se beneficiarão, como também os moradores do entorno. É esperada uma forte recuperação da área, com incremento no mercado imobiliário, favorecendo a abertura de novas lojas, serviços e lazer – explicou Delmo Pinho.

 

Obras em 2019

Em 2019, as obras começarão pelos novos terminais, que deverão ser interligados pelo subterrâneo. O fato de o projeto ter o suporte da AFD permite conhecer em detalhes os projetos franceses já concluídos na Europa e no Oriente, internacionalmente reconhecidos, que serão a inspiração para as mudanças, naturalmente adaptados às características e realidades da região.

– Com tal ferramenta, a Prefeitura poderá estabelecer mecanismos para incentivar a construção e a adaptação de habitações na região, o que dará mais vida à área. Há uma lei no Rio de Janeiro que pode estimular quem tem imóveis históricos na região. Através dessa lei, ao revitalizar o espaço, o proprietário se beneficia com um IPTU menor – explicou Paulo César Costa, diretor-executivo da Câmara Metropolitana do Rio de Janeiro.

Integração 

Na Central do Brasil, há dois terminais rodoviários – um municipal e outro intermunicipal –, além das linhas de ônibus que passam pela Avenida Presidente Vargas, das três linhas de VLT, que cortam grande parte do Centro do Rio,  das duas linhas do Metrô e dos trens da SuperVia.

Fonte: GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Crédito da foto: Divulgação