Produção de kalanchoes aumenta 40% para atender à demanda de Finados Características - como maior resistência à exposição das flores ao tempo, ausência de perfume e pouca necessidade de água - contribuem para o crescimento da procura por essa espécie nas homenagens aos mortos feitas por pessoas das diferentes religiões.

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A maior durabilidade e resistência ao sol e ao vento – uma vez que as flores ficam expostas nos cemitérios, além da ausência de perfume – têm aumentado a procura pelos kalanchoes no Dia de Finados.

Da família das suculentas, os kalanchoes exigem pouca água para manter as flores vivas por mais tempo, uma vez que a armazenam em suas folhas. Isso evita o uso dos pratinhos que contribuem para a proliferação do mosquito transmissor da dengue e da chikungunya.

Produtor de rosas e kalanchoes de Holambra, o Grupo Swart vendeu 90 mil vasos dessa espécie, em cores variadas, em 2017. Para este ano, aumentou em 40% a produção para atender à demanda de Finados.

“Por ser uma planta de baixa manutenção, os kalanchoes exigem pouca rega para manter as flores vistosas. Assim, elas permanecem abertas e bonitas por mais tempo. Essas características contribuem muito para o aumento das vendas nesta data, quando as pessoas querem homenagear com flores duráveis os parentes e amigos que já se foram”, explica Victor Schiavon Villa Nova, diretor do Grupo Swart.

Flores em Finados

Por serem a parte reprodutiva das plantas, as flores representam o recomeço e simbolizam o ciclo da vida. Por isso, o hábito de levar flores para homenagear os mortos: elas são uma forma de expressar amor, carinho e gratidão diante da lembrança da pessoa querida.

A tradição foi instituída pela Igreja Católica no Século X, e prega que os vivos devem interceder pelas almas que estão no purgatório esperando a purificação.  Registrou-se que em 2 de novembro de 998, o abade Odilo de Cluny instituiu aos membros de sua abadia e a todos aqueles que seguiam a Ordem Beneditina a obrigatoriedade de se rezar pelos mortos.

A partir do século XII, essa data popularizou-se em todo o mundo cristão medieval como o Dia de Finados, e não apenas no meio clerical. Desde então, milhares de pessoas cumprem o ritual de ir aos cemitérios depositar flores nas lápides em memória dos que se foram ou para acender velas para iluminar –lhes o caminho.

Porém, esse tipo de culto aos mortos não é uma exclusividade do catolicismo. Quase todas as religiões, desde a pré-história, contam com um dia específico dedicado à memória dos mortos.

Finados em outras religiões

Os celtas, por exemplo, por acreditarem na continuação da vida após a morte, reuniam-se em suas casas no dia 1º de novembro para homenagear e evocar os que já partiram. Também para os espíritas, visitar o túmulo representa a exteriorização da lembrança de um ente querido, desde que realizada com boa intenção e sem que se prendam a manifestações de desespero. Mas, para eles, a homenagem pode ser feita em qualquer dia e em qualquer lugar – uma vez que o espírito não se encontra no cemitério – e será sempre recebida com prazer e alegria pelo espírito desencarnado.

Nos países de religião budista, como a Tailândia, os mortos também são homenageados até hoje por meio de procissões, música e desfiles de máscaras. No Japão é costume fazer uma oferenda de arroz e algas para que as almas dos mortos sejam alimentadas.

No México, a morte é festejada, e não lamentada, entre os dias de 31 de outubro e 2 de novembro. Durante a festa, considerada pela Unesco como patrimônio da Humanidade, é tradição reunir família e amigos para comemorar a visita dos antepassados à Terra. Os mexicanos acreditam que os mortos devem ser recebidos com alegria e com tudo o que apreciavam quando vivos.

Já no protestantismo, a data não é comemorada. Os protestantes não acreditam na existência do purgatório, como na Igreja Católica, e não têm o hábito de orar pelos mortos.

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