Procura por cirurgias plásticas estéticas aumenta no Brasil

De acordo com os dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, a lipoaspiração (15,5%), o aumento de mama (14,1%) e a abdominoplastia (10,4%) foram as cirurgias mais realizadas no país, seguidas por cirurgia de pálpebra (9,7%) e aumento de nádegas (7,7%).

A procura por um corpo perfeito e por uma aparência mais jovem fez com que o Brasil se tornasse o campeão na realização de cirurgias plásticas estéticas em 2020, segundo dados mais recentes da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS, em inglês). Divulgada em dezembro, a pesquisa global da entidade aponta que, naquele ano, foram quase 1,5 milhão de procedimentos cirúrgicos no país. É o equivalente a 13,1% do total realizado em todo o mundo.

De acordo com os dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, a lipoaspiração (15,5%), o aumento de mama (14,1%) e a abdominoplastia (10,4%) foram as cirurgias mais realizadas no país, seguidas por cirurgia de pálpebra (9,7%) e aumento de nádegas (7,7%). Para os especialistas, quando a decisão em realizar esses procedimentos é tomada de forma responsável o resultado pode trazer benefícios para a qualidade de vida e para a autoestima dos pacientes.

O cirurgião plástico petropolitano, Marcelo Frazão, conta que um dos fatores que contribuíram para esse aumento foi a pandemia da covid-19. “Ao ficarem diariamente por horas e horas na frente do computador, as pessoas passam a observar com mais rigor suas imperfeições. Devido a pandemia, muitas pessoas não estão dormindo bem, não estão podendo executar suas atividades físicas de forma rotineira e isso tudo tem uma consequência imediata na aparência física”, pontua.

Dr. Marcelo Frazão – Cirurgião / Foto: Divulgação

Marcelo Frazão destaca que o Brasil é referência na cirurgia plástica no mundo. Em 2018, foi quase um milhão de procedimentos estéticos realizados no país. No entanto, apesar de ser campeão nesse tipo de cirurgia, o especialista ressalta que é preciso tomar cuidado na busca por esses tipos de procedimentos.

“A cirurgia plástica não é como ir comprar roupa, é preciso ter a avaliação de um especialista. Um cirurgião plástico sério deve inibir exageros, orientar o paciente e respeitar os limites da medicina. Por isso, o primeiro passo para obter um resultado satisfatório é saber escolher a clínica e o profissional que vai realizar o procedimento. Os pacientes devem sempre buscar referências e saber se a clínica e o médico possuem registros e autorizações para atender”, finaliza Frazão.

Formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Marcelo Frazão é médico titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, cirurgião plástico do corpo clínico do Hospital Santa Teresa (HST) e médico cooperado da Unimed Petrópolis. O profissional participa ativamente de congressos, jornadas, simpósios e cursos de atualização em Cirurgia Plástica a fim de oferecer aos seus pacientes um tratamento personalizado e de excelência com técnicas cirúrgicas consagradas mundialmente.

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