Um grupo que se faz passar por fiscais do Procon Petrópolis está ligando para comerciantes da cidade e pedindo quantias em dinheiro para evitar a fiscalização. Quatro estabelecimentos do município, sendo dois restaurantes, uma loja de vestuário e um posto de combustível já foram contatados pelo grupo, que denunciou à fralde ao órgão de defesa do consumidor. Nesta quinta-feira (18.10), o coordenador do Procon, Bernardo Sabrá, levou o caso à polícia, denunciando a atuação do grupo na 105ª Delegacia de Polícia, no Retiro.

O Procon Petrópolis não avisa, sob qualquer circunstância, quando irá fazer ações de fiscalização e muito menos pede qualquer quantia para que não faça seu papel de proteger o consumidor. A informação dos comerciantes que são alvos do falso grupo, é que os golpistas chegam a marcar de ir buscar o dinheiro em um dos estabelecimentos e, em nos outros casos, a ordem era para que o empresário fizesse depósito em uma conta no banco.

“É inadmissível que esse tipo de coisa ocorra na nossa cidade. Esse grupo está usando o nome do Procon para roubar os comerciantes. Fizemos a denúncia à polícia para que investigue o caso e também estamos alertando para, caso algum comerciante receba esse tipo de ligação, contate à polícia imediatamente. Nosso trabalho é pautado pela transparência e nossas equipes fazem as abordagens apenas no momento da fiscalização quando são orientados sobre os procedimentos do órgão”, explica o coordenador do Procon, Bernardo Sabrá.

Nas fiscalizações do Procon, a equipe trabalha identificada com colete e crachás, possuem carteira de identificação de fiscais que são mostradas durante a ação e toda a documentação é emitida em termos oficiais com o brasão do município.

Essa não é a primeira vez que grupos se fazem passar por falsos fiscais do município. No início do mês, a equipe da Coordenadoria de Vigilância Sanitária alertou sobre um golpe usando o nome do órgão. Em três meses, foram pelo menos oito denúncias de empresários que buscaram mais informações após suspeitarem da atuação dos falsos fiscais. O objetivo também é cobrar dinheiro para evitar possíveis fiscalizações no comércio.