Problemas de pele se manifestam por manchas com características específicas; saiba identificar Cada alteração que surge na nossa pele significa um problema que às vezes pode indicar algo grave - como é o caso do melanoma. A Dra. Paola Pomerantzeff fala sobre as alterações mais comuns.

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Fique atento às cores das manchas que aparecem na sua pele. Geralmente, a maioria das manchas que surgem se originam apenas em problemas estéticos; entretanto, em outros casos, podem indicar coisas mais graves, incluindo o melanoma – tipo mais letal de câncer de pele. A Dra. Paola Pomerantzeff, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) nos ajuda a entender um pouco sobre as manchas mais comuns e seus significados:

Manchas marrons
*Melanose: “Diretamente ligada ao sol, a melanose aparece mais comumente no dorso das mãos, colo e costas, pois são áreas de muita exposição solar. Não apresenta maiores riscos”, explica a Dra. Paola
*Fitofotodermatose: “Essa mancha é causada por queimaduras que provêm da reação de componentes químicos de algumas frutas com o sol. Conhecida mais como a mancha do limão, ela sai da pele depois de um tempo, diferentemente da melanose.”
*Melasma: “Tem o surgimento relacionado a fatores genéticos, hormonais e ao sol. Costuma aparecer durante a gravidez ou por causa do uso de pílula anticoncepcional. Não tem cura, existe a possibilidade de melhorar. Portadores de melasma precisam usar filtro solar acima de 50 FPS, pelo menos a cada duas horas, e devem evitar lugares quentes”, alerta.

Manchas brancas
*Leucodermia solar ou sardas brancas: “Aparecem principalmente depois dos 40 anos e pode ser confundida com vitiligo.”
*Pitiríase versicolor ou pano branco: “Pode ser confundida com vitiligo, mas é causada por um fungo. Ocorre principalmente em pessoas de pele oleosa.”
*Vitiligo: Segundo a Dra. Paola, trata-se de uma doença de provável origem autoimune e predisposição genética. Não existe cura, mas os tratamentos atuais têm trazido bons resultados.
Manchas roxas
*Hematomas: “Pessoas com fragilidade capilar (por fatores genéticos) são mais suscetíveis a adquirir manchas roxas.”
*Púrpura senil: “É o nome que se dá para aquelas manchinhas roxas que aparecem nos braços dos idosos.”

Manchas vermelhas
*Nevo rubi: Aparecem do nada na pele, como se fosse um novelo de lã. “Costuma ocorrer sangramento quando é coçada, mas não acarreta em maiores problemas. Sua retirada é apenas uma questão estética”, complementa a Dra. Paola.

Manchas pretas
*Nevo: “A maioria das pintas são benignas, mas é preciso ficar atento, porque a pinta preta não pode aumentar de tamanho e nem mudar a forma.”
*Nevo congênito: É considerado quando a criança nasce com a mancha ou quando essa mancha aparece até os dois anos de idade. “É importante fazer o acompanhamento das pintas e, quando possível, retirá-las para prevenir a doença”, alerta a dermatologista.
*Queratose seborreica escura: “São pintas escuras que aparecem com o tempo e podem ser confundidas com nevo, mas não tem índice de transformação ruim. Ela é mais áspera e aparece em área de dobra e no rosto.”
*Melanoma: Geralmente é uma lesão sólida, podendo ser plana ou em relevo; possui aspecto irregular, é escura e costuma contar com mais de uma tonalidade. É a forma mais letal de câncer de pele. “Apesar de representar perigo, o prognóstico desse tipo de câncer pode ser considerado bom se detectado em sua fase inicial. Por isso, se detectar uma mancha com característica semelhante, consulte-se prontamente com um especialista”, finaliza.

É importante destacar, segundo a dermatologista, que simples medidas preventivas podem evitar diversos problemas. “É importante frisar repetitivamente que o protetor solar deve ser usado todos os dias, sem exceção, seja no verão ou no inverno. Além disso, o FPS mínimo do produto deve ser 30. No caso do aparecimento de qualquer alteração na pele, não hesite em consultar um especialista. O diagnóstico precoce é, muitas vezes, determinante para um tratamento eficaz”, finaliza.

DRA. PAOLA POMERANTZEFF: Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais. http://www.drapaola.me/

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