REUTERS/Yuichi Yamazaki

Principal conselheiro médico do Japão critica ida do presidente do COI à abertura das Paralimpíadas

Restrições de emergência em Tóquio não reverteram uma disparada de infecções, e cerca de 90% dos leitos estão ocupados.
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A visita do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI) à Tóquio, para a abertura das Paralimpíadas, foi alvo de críticas do principal conselheiro médico japonês, Thomas Bachpor, nesta quarta-feira (25), visto que o país está ampliando suas restrições de emergência para conter a pandemia de Covid-19.

O Japão acionará estados de emergência em mais oito municípios a partir da próxima sexta-feira (27), elevando para 21 o total de regiões, desde Hokkaido, no Norte, à ilha de Okinawa, no sul, e cobrindo quase 80% da população.

Em um comunicado para uma autoridade japonesa, o doutor Shigeru Omi insinuou que a ida de Bach ao evento minou os esforços de persuadir as pessoas a evitarem viagens e trabalhar em casa.

“Dissemos várias vezes: ‘Que tipo de recado a Olimpíada dará ao público?'”, disse o imunologista que preside a comissão de aconselhamento para o coronavírus do governo que aprovou o plano de emergência, em uma sessão parlamentar. “Estamos pedindo às pessoas que trabalhem em casa. Se o presidente Bach precisa fazer um discurso (para a Paralimpíada), por que não poderia fazê-lo remotamente? Por que tem que se dar o trabalho de vir até aqui?”, questionou, recebendo aplausos de alguns parlamentares.

O COI não respondeu de imediato a um pedido de comentário enviado por e-mail nesta quarta-feira.

Meses de restrições de emergência em Tóquio e áreas vizinhas não reverteram uma disparada de infecções, e cerca de 90% dos leitos de unidades de tratamento intensivo da capital estão ocupados.

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