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Primeiro sequestro com resgate de criptomoedas é registrado no Brasil

O alvo escolhido pelos criminosos foi um empresário do mercado financeiro e sócio de banco digital que costumeiramente negocia bitcoins e outras criptomoedas.
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Dez pessoas foram presas na última quinta-feira (3) com o primeiro caso de um sequestro com o pedido de resgate em criptomoedas no Brasil. De acordo com a Polícia Civil de Pernambuco, onde ocorreu o caso, o crime teria acontecido no dia 10 de março em Recife, capital do estado.

De acordo com informações relatadas pelo jornal O Globo, o alvo escolhido pelos criminosos foi um empresário do mercado financeiro e sócio de banco digital que costumeiramente negocia bitcoins e outras criptomoedas.

A polícia do estado de Pernambuco afirma que o líder da quadrilha de sequestradores é um ex-estagiário da Caixa Econômica Federal e que por isso, havia experiência com o tipo de economia utilizada no ato criminoso. Especificamente, o empresário foi sequestrado nos arredores de um edifício empresarial conhecido como Excelsior, sede de uma startup de investimentos.

O delegado Paulo Berenguer, do Grupo de Operações Especiais de Pernambuco (GOE-DRACCO), disse que os criminosos “pediram uma quantidade absurda de criptomoedas durante o sequestro e negociaram com os sócios da empresa e com os familiares do empresário (…) Eles vendem as criptomoedas por um valor abaixo do mercado e começam a negociar dessa forma. Supondo que eles conseguiram o valor de um milhão de reais, por exemplo, eles venderiam por R$ 500 mil na darknet”.

A Polícia Civil de Pernambuco acredita que este foi o primeiro resgate exigido em criptomoedas mediante sequestro no Brasil, contudo, não foi o primeiro crime da quadrilha pois, uma vida de ostentação era revelada nas redes sociais.

Apesar disso, erros foram cometidos pelos criminosos, facilitando o trabalho investigativo. Segundo Berenguer, “o grupo apresentou muitas falhas na execução do sequestro e todos os suspeitos foram identificados”, visto que pagamentos de aluguéis de carros luxo pós-sequestro foram realizados via Pix, o que gerou lastro.

A polícia pernambucana também concluiu que uma quadrilha de São Paulo auxiliou no sequestro.

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