Presidente da Alerj ouve prefeitos do Norte e Noroeste Fluminense sobre antecipação de feriados

A medida, que prevê a antecipação dos feriados de Tiradentes e São Jorge, foi elogiada pelos prefeitos. Mas eles sugeriram que fosse incluída entre as restrições, neste período, a proibição de acesso a cachoeiras e lagoas.

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado André Ceciliano (PT), ouviu, nesta terça-feira (23), as demandas dos prefeitos dos municípios do Norte e Noroeste fluminense sobre a antecipação dos feriados, como medida para conter o agravamento da pandemia do coronavirus. O presidente reforçou a importância de um planejamento de consenso em todo o estado e acatou sugestões ao Projeto de Lei 3.906/21 do Executivo, que implementa mudanças no calendário dos dias 26 de março a 4 de abril. O texto será votado nesta tarde em plenário.

“Deixamos claro, nesta reunião, que as prefeituras podem contar com o Parlamento. Estamos vivendo um período difícil e entendemos isso. Ouvimos as sugestões e vamos fazer as alterações necessárias no texto”, afirmou Ceciliano.

A medida, que prevê a antecipação dos feriados de Tiradentes e São Jorge, foi elogiada pelos prefeitos. Mas eles sugeriram que fosse incluída entre as restrições, neste período, a proibição de acesso a cachoeiras e lagoas. “Além de praias, a nossa região conta com muitas cachoeiras e o que não queremos é que o cidadão deixe de aglomerar em um espaço e passe a ir para outro. O contágio está muito forte e esse feriado nos preocupa”, afirmou Wladimir Garotinho (PSD), prefeito de Campos dos Goytacazes.

Wladimir ainda lembrou que o kit de intubação nas distribuidoras já está esgotado e que os hospitais de Campos estão com fila de espera. “A situação da nossa região é igual à do Brasil, caótica. Tenho cerca de 130 leitos e todos já estão ocupados. Estamos em negociação para aumentar para mais 150 leitos, mas só conseguimos, até o momento, uma equipe médica, o que não resolve o problema com a demanda de casos”, contou.

A prefeita de São João da Barra, Carla Machado, também disse que o município está com dificuldade de conseguir bombas, respiradores e máquinas. “Nem vacina estamos conseguindo comprar e ainda estamos correndo o risco do Ministério Público nos acusar de superfaturamento, porque quando encontramos suprimentos eles já estão com os preços altos”, disse Carla.

Ceciliano sugeriu aos prefeitos buscarem consórcios para a compra das vacinas como fizeram os municípios de Niterói e Maricá, mas antecipou que a Casa está disposta a ajudar na solução de possíveis entraves.

Fonte: Ascom Alerj

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