Prefeitura vai distribuir absorventes nas escolas da rede municipal de Petrópolis

11 mil meninas serão beneficiadas com o programa, que tem como objetivo combater a pobreza menstrual.
Compartilhe
Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no twitter

Cerca de 11 mil meninas da rede municipal de ensino serão beneficiadas com o projeto que está sendo desenvolvido pela Prefeitura de Petrópolis para combater a pobreza menstrual. As escolas irão distribuir, gratuitamente, os absorventes higiênicos. O projeto de lei, que instituiu o programa na cidade, foi aprovado pela Câmara Municipal nesta quarta-feira (10) e agora vai para sanção do prefeito interino Hingo Hammes. O projeto é de autoria dos vereadores Yuri Moura e Maurinho Branco.

“Essa é uma iniciativa que vai beneficiar não apenas as nossas alunas, mas toda a comunidade escolar. Todos os profissionais da escola, a família e alunos vão formar uma rede de apoio e acolhimento a essas meninas que não tem condições de adquirir os absorventes. A ONU estima que uma em cada quatro brasileiras já faltou à escola por não ter condições financeiras de comprar absorventes íntimos. Isso é uma realidade que queremos mudar em Petrópolis”, disse o prefeito Hingo Hammes.

Para o secretário de Educação José Luiz Lima, o programa dá voz às mulheres e meninas e vai além da distribuição do item higiênico. “Tem a ver com a escuta dentro da escola e na comunidade. Não vamos apenas distribuir os absorventes, mas também promover ações dentro das escolas para que as meninas sejam ouvidas. Esse programa é uma garantia dos direitos dessas meninas”, comentou o secretário.

Além da distribuição dos absorventes higiênicos, o programa também irá realizar palestras e ações de orientação para as alunas, alunos e toda a comunidade escolar. O objetivo é desmistificar o período menstrual (considerado um tabu) e mostrar para as meninas que esse momento é natural e normal, e não pode ser motivo de vergonha.

“É uma felicidade estarmos implementando esse tipo de projeto e não podemos deixar de executar essas iniciativas educacionais. Essa ação em conjunto entre o Legislativo e o Executivo mostra que as autoridades estão preocupadas em criar condições adequadas para as meninas e alunas dentro das escolas”, ressaltou o vereador Yuri Moura.

Para o vereador Maurinho Branco esse assunto deve ser normalizado dentro das escolas e o projeto vai quebrar um tabu. “Foi uma vitória dentro da Câmara a aprovação desse projeto que torna real a execução de políticas públicas para as mulheres”, frisou o parlamentar.

Pesquisas também revelam que meninas e mulheres chegam a usar pedaços de pano usados, roupas velhas, jornal e até miolo de pão em substituição ao absorvente. Ainda existem casos daquelas que não conseguem realizar de três a seis trocas diárias de absorventes, conforme a indicação de ginecologistas, permanecendo com o mesmo absorvente por muitas horas. Como consequência desse insuficiente ou inadequado manejo da menstruação podem ocorrer diversos problemas à saúde como infecções, por exemplo, além do constrangimento e outras situações.
Esta semana estão sendo realizadas reuniões com as diretoras das escolas da rede sobre a implantação do programa. Cada escola irá receber um repasse para a compra dos absorventes e uma cartilha explicando os protocolos e regras que devem ser seguidos. A previsão é que os absorventes comecem a ser distribuídos para as alunas ainda dentro do mês de novembro.

Compartilhe
Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no pinterest
Pinterest
Compartilhar no twitter
Twitter

veja também

Comentários estão fechados.