Com o depósito de 17,2 milhões na conta de 12 mil servidores, aposentados e pensionistas, a prefeitura quita na sexta-feira (19.01) os 50% restantes do 13º salário dos funcionários públicos. “Com isso cumprimos o compromisso assumido em dezembro com os nossos servidores. Garantir o pagamento do abono é uma obrigação do município. Diante da crise financeira, pagamos uma parte do 13º em dezembro e informamos que os 50% restantes estariam pagos até 25 de janeiro, o que faremos agora”, pontua o prefeito Bernardo Rossi, destacando que: “apesar de todas as dificuldades financeiras, com uma política de austeridade e contingenciamento de gastos estamos equacionando as dívidas e organizando as contas”.

A outra metade do abono de 13º foi pago da seguinte forma: no dia 20 de dezembro a prefeitura depositou R$ 4,3 milhões, o correspondente a 12,5% do 13º salário dos servidores-  o mesmo montante depositado em 30 de novembro. A primeira parcela foi antecipada em julho – R$ 8,3 milhões, o que corresponde a 25% do 13º salário.

“Aos poucos estamos conseguindo equacionar, pagando algumas dívidas e parcelando muitas outras de administrações anterior. Este foi o maior desafio que encontramos em 2017. O 13º salário de 2016, por exemplo, foi arrestado pela Justiça e com isso tivemos que arcar com o pagamento de 14 folhas de pagamento em 2017. E um compromisso do prefeito Bernardo Rossi manter em dia os salários dos servidores. Cumprimos isso em 2017 e continuamos trabalhando com o mesmo objetivo em 2018”, afirma o secretário de Fazenda Heitor Maciel Pereira. A folha de pagamento da prefeitura alcançou no ano passado, R$ 490 milhões, considerando o valor arrestado em 2016 para pagamento de 13º salário dos servidores.

Além de repor o valor dos arrestos judiciais – valores retirados de contas importantes, como compra de merenda escolar e obras de contenção – a atual gestão quitou R$ 3,9 milhões em parcelas de empréstimos consignados e faturas no cartão Sisep– valores que na gestão passada foram descontados nos contracheques dos servidores, mas não foram repassados aos bancos e ao Sindicato, o que causou problemas aos servidores,  impedindo por exemplo que alguns deles tivessem acesso a linhas de crédito bancários e em casos mais graves levou servidores a terem os nomes incluídos em cadastros de restrição ao crédito (SPC e Serasa).

Em dívidas de administrações passadas, a prefeitura quitou à vista R$ 28 milhões.  Deste montante eram de salários e 13° salário do Hospital Alcides Carneiro de 2016, valor de R$ 3,6 milhões e mais R$ 3,9 milhões de empréstimos consignados dos servidores descontados dos funcionários e que deixaram de ser repassados aos bancos.

Mais R$ 258 milhões em dívidas foram parceladas –  uma despesa mensal de R$ 8 milhões, só em pagamento de dívidas – entre os quais R$ 25,4 milhões referentes a serviços prestados pelos Hospitais Santa Teresa e Clínico de Corrêas, Centro de Tratamento Oncológico (CTO) e UPAs, além de fornecedores de remédio, exames, merenda e outros itens básicos.

Para equacionar as contas, desde o primeiro dia de governo, o prefeito Bernardo Rossi adotou medidas austeras como o corte gastos com aluguéis, telefone e combustíveis, além de implementar a reforma administrativa que resultou no corte de 278 cargos no início do ano.

O prefeito lembra que desde o primeiro dia de governo tem concentrado os esforços na redução de gastos – isto está sendo feito em todas as secretarias. “O contingenciamento de gastos é fundamental para mantermos em dia o pagamento dos salários dos nossos servidores. Sabemos o valor que o trabalho de cada uma destas pessoas tem para o funcionamento de todos os setores e sobre tudo na prestação de serviços ao cidadão petropolitano”, destaca Bernardo Rossi.