A Prefeitura realizou, nesta segunda-feira (26.11), o primeiro dia de atualização cadastral para o programa habitacional do município. O chamamento público convoca 1.296 pessoas registradas que perderam ou tiveram suas casas interditadas em decorrência das chuvas entre os anos de 2006 e 2013. O levantamento feito pela Secretaria de Assistência Social subsidiará a Caixa Econômica Federal com dados para a destinação de 1028 unidades habitacionais, com construção pré-aprovadas para o município.

O atendimento para a regularização dos cadastros está sendo feito no Theatro D. Pedro II, de 9h às 19h. As pessoas devem se apresentar portando documentação, Identidade e CPF, comprovante de residência e laudo da Defesa Civil. O chamamento é direcionado às pessoas – em listagem nominal publicada na imprensa e no site da prefeitura wwww.petropolis.rj.gov.br.

“Pela primeira vez a nossa cidade tem um programa habitacional consistente.  É de grande importância que essas pessoas identificadas pela Secretaria de Assistência Social, compareçam para fazer a atualização dos dados”, destaca o prefeito Bernardo Rossi, destacando que o objetivo da prefeitura é ultrapassar 2 mil unidades construídas até 2020.

Uma equipe de cerca de 40 profissionais da Assistência Social e da Defesa Civil atuam no atendimento das pessoas convocadas. Ao chegar no Theatro D. Pedro, os profissionais fazem uma triagem para identificar cada caso e agilizar os registros. A partir da checagem dos dados, é feita a inscrição no Cadastro Único (CadÚnico), pelo qual é gerado o Número de Integração Social (NIS), que possibilita a inclusão no programa Minha Casa Minha Vida, entre outros benefícios.

“Estamos aqui com toda essa estrutura para receber as pessoas e garantir que todos sejam cadastrados ou tenham seus registros atualizados. A expectativa é de que até 2020, o município faça a estrega dessas unidades para essa parcela da população, que aguarda e precisa de uma nova moradia”, destaca a secretária de Assistência Social, Denise Quintella. As 1.028 unidades previstas para a cidade serão construídas nas localidades de Benfica, que receberá 120 imóveis; Vale do Cuiabá, 140; Mosela, 48 e Caetitu, com 720 moradias. Outras 920 estão em fase de conclusão, sendo 144 na Posse e 776 no Vicenzo Rivetti.

A costureira Cristiana Reis dos Santos, de 45 anos, teve a casa atingida pelas chuvas de 2013. Na época ela morava com seus dois filhos no bairro Siméria e com a interdição de sua casa, passou a morar em uma casa alugada. “Na época metade da minha casa foi destruída com as chuvas, foi um trauma muito grande para mim e meus filhos. Quando vi meu nome na lista fui pega de surpresa. Ter a chance de voltar a ter a minha casa é um alívio”, destaca Cristiana.

Com a mesma esperança de voltar a ter a casa própria, o motorista Charles da Silva Rabelo, de 47 anos, compareceu ao ser acionado pela Secretaria de Assistência Social e ao ver os anúncios da convocação nos jornais. Ele também teve a casa interditada em 2013 e está morando em imóvel alugado. “Foi muito difícil, pois da noite para o dia tive que me mudar e conseguir uma nova moradia, são muitas despesas. É um ganho poder deixar o aluguel e voltar a ter um imóvel que no futuro, vai ser uma segurança para os meus filhos”, destaca Charles.

A lista para a verificação das pessoas convocadas está disponível no site da prefeitura, mas de acordo com a secretária de Assistência Social, Denise Quintela, quem chegar vai ser atendido e ter o seu perfil avaliado. “As pessoas que não estão na lista, mas perderam suas casas e ainda não conseguiram uma nova moradia, podem vir fazer o cadastro. Precisamos ter todas essas pessoas mapeadas para podermos fazer os encaminhamentos corretos para cada caso”, frisa.