“Petrópolis tem duas missões difíceis este ano: controlar as contas públicas pagando dívidas e avançar em investimentos. Para a segunda meta, precisamos de recursos federais e estamos buscando em Brasília convênios e programas, novos e os que precisam ser retomados”, classifica o prefeito Bernardo Rossi, recebido nesta terça-feira (27.02) pelo ministro das Cidades, Alexandre Baldy, ao lado dos secretários de Obras, Ronaldo Medeiros, e de Planejamento, Roberto Rizzo.

No Ministério das Cidades, Petrópolis solicitou a retomada de oito obras do PAC das Encostas e a sequência do PAC da Estrada da Saudade. “Petrópolis tem feito o dever de casa e vem mostrando projetos e as evoluções dos programas. Vamos, sim, retomar programas previstos”, sinalizou o ministro.

No PAC das Encostas, o objetivo é continuar intervenções nos três lotes do programa em Petrópolis, que prevê investimento total de R$ 60 milhões. Algumas delas estão próximas da finalização, como a construção de barreira dinâmicas na Rua Alexandre Fleming (São Fleming) e de uma cortina atirantada na Rua Antônio Soares Pinto (Centro). Elas estão com 85% e 83% de conclusão, respectivamente, e fazem parte do lote 1.  No PAC da Estrada da Saudade, o ministro sinaliza com a liberação de verbas para a construção de 164 unidades.

“São obras para proteger os petropolitanos e, por isso, a prefeitura trabalha com muita seriedade para que elas sejam realizadas e possam dar resultados logo. Essas intervenções são extremamente importantes para a cidade e não poderia ter sido deixadas de lado como aconteceu com o gestão passada. Algumas delas estão bem próximas da conclusão e tudo que a cidade mais quer é que elas possam ter sequência e em breve já estarão dando muitos resultados para a população, como no Carangola”, diz o prefeito Bernardo Rossi.

Ao ministro, o prefeito mostrou que a crise econômica, em escala nacional, freou os investimentos da União em Petrópolis, mas que Petrópolis precisa das obras. “Elas significam prevenção, investimento em qualidade de vida, em segurança”, afirmou Bernardo Rossi.

No Vale do Carangola, a barreira dinâmica e cortina atirantada instalada já conteve o deslizamento de terra e pedras em três oportunidades. Além dela, a barreira dinâmica da Rua Capitão Paladini também já foi concluída.

As outras obras a serem retomadas são na Rua Brigadeiro Castrioto (Floresta) – 34% de conclusão; Comunidade do Neylor (Retiro) – 16,25%; e Rua Atílio Marotti (Floresta) – 6,8%, todas elas no lote 2; e Comunidade dos Ferroviários (Alto da Serra) – 72,1%; Alto Battailard (Mosela) – 3%; e Rua Amaral Peixoto (Quitandinha) – 2,3%, referentes ao lote 3.

A prefeitura já fez a devolução às contas bancárias de R$ 9,5 milhões que foram arrestados por causa do pagamento do funcionalismo no fim de 2016 e de dívidas que não foram pagas em pela gestão passada. Outros R$ 2 milhões serão ressarcidos até junho após a repactuação feita entre a prefeitura e governo federal para reposição dos valores. Nesse período, também serão retomadas intervenções nas ruas Casemiro de Abreu (Floresta) – 79,6%; e Henrique Paixão (Floresta) – 6% (lote 1); Eugênio Werneck (Morin) – 4,98%; e iniciada a obra na Comunidade do Veludo (Bingen).

Habitação

Outra articulação do prefeito Bernardo Rossi em Brasília é para liberar recursos para construção de creche e unidade de saúde para o Vicenzo Rivetti. O programa Minha Casa Minha Vida prevê a liberação de verbas de até 6% do valor do empreendimento para atender as demandas de equipamentos urbanos.

Com cerca de 80% de conclusão das 776 unidades que estão sendo construídas, a prefeitura vem trabalhando para atender as exigências de infraestrutura de entorno (pavimentação e sistema de drenagem), de gestão condominial e trabalho técnico-social (capacitação profissional, educação ambiental, conservação dos apartamentos, entre outros pontos). A prefeitura já definiu as empresas responsáveis por todos esses trabalhos e segue buscando recursos para atender as demais contrapartidas.

“O Vicenzo Rivetti é o maior projeto habitacional da história de Petrópolis e a prefeitura não vem medindo esforços para atender todos os pontos exigidos ao município e dar as melhores condições de vida para os futuros moradores, que vão realizar o sonho de ter novamente uma casa própria. A vinda aqui em Brasília é para continuar a atender os beneficiados da melhor maneira possível”, coloca o prefeito Bernardo Rossi.

O prefeito também mostrou o avanço do PAC Estrada da Saudade, que prevê investimento total de R$ 26 milhões no bairro.

Em dezembro, foi feita licitação para obras de pavimentação e rede de drenagem na Estrada da Chácara e construção de duas creches no Boa Vista e no Félix. O programa também inclui a implantação de projeto habitacional com 164 unidades– além de outras obras – e, com o andamento do trabalho, a prefeitura quer acelerar os entendimentos com o governo federal para que o empreendimento possa ter início rapidamente.