A equipe da Secretaria de Desenvolvimento Econômico visitou nessa quarta-feira (24.01) o prédio onde funcionou a Moinho Verde, cooperativa de processamento da empresa Sítio do Moinho. O prédio, localizado na Fazenda Inglesa, já possui os equipamentos necessários e especificações sanitárias que atendem à intenção da COPAPE, que é a de realizar o processamento dos produtos da agricultura produzidos em Petrópolis, levando em consideração a remoção das toxinas e conservação correta dos alimentos, agregando assim, valor ao que é produzido originalmente na cidade.

Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, responsável pela elaboração do projeto da COPAPE, com a criação da cooperativa, prevista para esse ano, em dois anos toda agricultura local poderá atender aos restaurantes, hotéis e mercados, além escolas e hospitais. A iniciativa também fortalecerá a exportação de parte da produção para outras regiões, aumentando a participação da agricultura de Petrópolis no PIB em 10 vezes. Atualmente, cerca de 800 famílias, 2.800 mil pessoas, sobrevivem da produção rural em áreas do distrito da Posse, Jacó, Caititu, Vale das Videiras, Brejal, Taquaril, Secretário, Bonfim e Caxambu, movimentando R$ 16 milhões por ano na cidade.

A Moinho Verde foi fechada em 2016. A empresa, que fazia o trabalho de processamento de alimentos, já chegou a ter 150 funcionários e a faturar R$ 1 milhão por mês.

“Essa foi uma primeira visita para conhecer as instalações. Estamos estruturando esse projeto, conversando com os produtores para que a cooperativa seja formada e possa ajuda-los a vender mais para os setores da nossa cidade como hoteis, restaurantes e até para a administração pública”, explica o secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Fiorini.

O munícipio conta com nove associações de produtores e a ideia da Secretaria de Desenvolvimento Econômico é que todas possam utilizar a COPAPE para o processamento de alimentos. “O local tem ainda mais importância porque é de fácil escoamento para a produção, com saída pela Fazenda Inglesa e pela própria BR-040. O processamento garante produtos higienizados e de qualidade. Hoje, a agricultura familiar é praticada no município, mas, o investimento tem sido feito basicamente no plantio. O valor agregado é processado fora do município e falta um planejamento de logística e embalagem sem política associativa. Há, ainda, a falta de selos que possam permitir a comercialização interestadual, por isso o produtor não atende diretamente aos polos gastronômico e hoteleiro”, explica o subsecretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Pessoa.

Mercado de Atacado
Durante a visita foi levantada a possibilidade de se estruturar, junto com a COPAPE, um mercado de atacado. “Um espaço onde os comerciantes poderiam comprar produtos diversificados na nossa cidade, acabando com a necessidade de se dirigir ao Rio de Janeiro para comprar grandes quantidades”, explica o subsecretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Pessoa.

Fábio Ramos, administrador do Sítio do Moinho, ficou feliz com a ideia da montagem de uma cooperativa. “Esse movimento é muito válido e importante para os produtores e tem relação com o que a empresa aprova e incentiva”.

Paulo Aguinaga, produtor rural da região do Brejal acompanhou a visita. “A ideia de montar um mercado atacadista é antiga, mas, infelizmente nunca saiu do papel. Ter essa possibilidade novamente abre o mercado para os produtores para se conquistar uma ampla comercialização dos produtos. Uma coisa complementa a outra, a cooperativa agrega valor aos produtos e o mercado ajuda no crescimento das vendas”.

Ainda segundo Fernando Pessoa, a cooperativa estimularia a formalização dos agricultores, o que facilitaria que esse público pudesse ter acesso a programas de incentivo de bancos oficiais e fomento.

“Dos 800 produtores estimados no município, apenas 350 são cadastrados, ou seja, podem emitir nota fiscal. Desses, apenas 80 produtores fornecem para o município, nesse caso, para a merenda das 184 unidades de ensino. O projeto Copape foi apresentado no projeto Lidera Rio, iniciativa que tem como objetivo capacitar as lideranças para a execução de ações estratégicas, do qual Petrópolis está participando. O projeto foi bem recebido e a equipe técnica do Lidera está orientando a Secretaria de Desenvolvimento Econômico para o sucesso da implantação da cooperativa”, explica Fernando Pessoa.

O modelo para a criação da cooperativa envolverá a participação de um sindicato, produtores e associações. Todo lucro será revertido para o setor em qualificação, tecnologia e eventos. Agora, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico está criando um regulamento e estatuto. Há ainda a intenção de formalizar os produtores junto com SEBRAE e a construção de um projeto de lei para criação de certificação da cooperativa.

Fonte: Prefeitura de Petrópolis

Crédito da foto: Divulgação / Prefeitura de Petrópolis