Foto: Divulgação / Comissão Especial de Acompanhamento das Ações por Petrópolis

Prédio adquirido para abrigar 32 famílias vítimas da chuva ainda não está regularizado

De acordo com uma denúncia, o terceiro andar está em condições precárias
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Segundo o vereador Octávio Sampaio, a compra do imóvel foi realizado com dinheiro emergencial da Alerj

A Comissão Especial de Acompanhamento das Ações por Petrópolis realizou inspeção no fim da tarde da última segunda-feira (25) no local conhecido como “Abrigão da Floriano Peixoto”. De acordo com o vereador Octávio Sampaio (União Brasil), presidente da Comissão de Transparência da Câmara de Petrópolis, o local já foi adquirido há mais de um mês pela Prefeitura e até agora não está regularizado – sendo que o terceiro andar está em condições precárias.

O deputado Rodrigo Amorim (PSL), ao ouvir a denúncia durante a Audiência realizada na Câmara Municipal de Petrópolis, propôs a ida imediata ao local e os outros deputados a aprovaram por unanimidade. Em seguida, Amorim pediu que a Polícia Militar fosse avisada para enviar reforço ao local. A comissão solicitou também a presença de um especialista em fechaduras para abrir o imóvel, já que a Prefeitura de Petrópolis não havia disponibilizado ninguém no local para facilitar o acesso. De acordo com os assessores do deputado, o aviso sobre a inspeção foi feito às 13h, mas a Prefeitura não havia se mobilizado.

É mais uma demonstração cabal de que o prefeito está obstruindo os trabalhos da comissão – disse Amorim.

De acordo com o vereador Octávio Sampaio, o prédio foi comprado com R$ 3,5 milhões dos recursos doados pela Assembleia Legislativa e até agora não há sinal de utilização para os desabrigados. O terceiro andar do prédio tem goteiras mesmo sem chuva, com umidade e chão alagado de água acumulada no forro.

De acordo com a Prefeitura, o imóvel conta com 20 kitnets e 12 apartamentos. O anúncio da compra foi feito no dia 15 de março, data em que completava um 1 mês do temporal, que assolou a cidade. “Com a compra desse imóvel vamos conseguir reduzir a fila do aluguel social e retirar essas famílias da situação de abrigamento para um novo lar, em segurança. Os secretários de Administração e Fazenda, Ramon Mello e Paulo Roberto Patuléa, estão se esforçando para assinarmos o contrato de compra o mais breve possível”, disse o prefeito na ocasião.

É provável que aqui em vez de ser um local de abrigo para as pessoas se torne mais um local de risco. O que é inaceitável! – disse o deputado Rodrigo Amorim.

O chaveiro chamado para o serviço, no entanto, não quis abrir o acesso com medo de represálias. A comissão pretende reagendar a inspeção interna, uma vez que já dispõe das fotos feitas pelos vereadores do local, totalmente sem segurança.

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