A Polícia Civil de Juiz de Fora começou a esclarecer, na tarde deste sábado, os motivos que levaram a um tiroteio entre policiais mineiros e paulistas na cidade da Zona da Mata nesta sexta-feira. Um policial mineiro morreu no confronto e um segurança particular, apontado como o autor do homicídio, está internado em estado grave. Já é de conhecimento da corporação que o tiroteio aconteceu durante uma transação mal sucedida entre um empresário de Juiz de Fora e outro de São Paulo. Marcado para acontecer no estacionamento de um condomínio de consultórios que faz ligação com o Hospital Monte Sinai, o negócio foi interrompido pelos tiros, que ainda não tiveram a motivação esclarecida pela polícia.

Outra situação ainda não explicada diz respeito aos detalhes do que estava sendo negociado entre os dois empresários. Como resultado do início das investigações, quatro policiais civis de São Paulo foram autuados pelo crime de lavagem de dinheiro e outros quatro foram liberados. Junto com os oito agentes de segurança paulistas também estava um segurança, autuado pelo homicídio do policial mineiro morto no confronto.

Outros três policiais mineiros foram autuados por prevaricação, crime que o Código Penal descreve como “retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal”. O empresário paulista apontado como o dono de uma quantia de R$ 15 milhões em notas falsas foi identificado e autuado por tentativa de estelionato, mas, segundo a Polícia Civil, ele fugiu. De acordo com as investigações, o dinheiro ainda vai passar por perícia, mas tudo indica que o montante é falso.

O empresário de Juiz de Fora que participava da transação também não foi encontrado e é procurado pelos policiais. Já o agente mineiro que morreu também é apontado com membro da escolta ilegal que os servidores públicos faziam. Além do dinheiro falso, também foram apreendidos celulares e armas na ocorrência. Os quatro policiais civis paulistas autuados ainda estão sob a custódia da polícia mineira e devem ser encaminhados para São Paulo

Fonte: EM GERAIS