Foto: Reprodução/TV Globo

Polícia prende 15 pessoas em ação contra milícias no Rio, quadrilha lavava dinheiro com Bitcoins

Todos os investigados vão responder pelo crime de Associação Criminosa, previsto no artigo 288 do Código Penal.
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro, realizou nesta quinta-feira (23), a prisão de 15 pessoas na operação chamada de Blood Money (dinheiro sangrento em português), contra a milícia que age na Zona Oeste da Capital Fluminense. Os alvos da operação são responsáveis por lavar dinheiro das práticas criminosas, e de acordo com as investigações, começaram a investir em Bitcoins.

Os agentes saíram para cumprir, ao todo, 23 mandados de prisão temporária e 63 de busca e apreensão. “Um relatório de Inteligência Financeira apontou vultuosas movimentações praticadas por pessoas físicas e jurídicas, usadas na engrenagem criminosa, em curtíssimo período de tempo”, afirmou a polícia.

“Uma das técnicas que eles estavam usando para branquear esse dinheiro era a compra de criptomoedas, além da compra de joias e imóveis e transferências em pequenos valores, tudo para ocultar a origem da verba”, afirmou o delegado Moysés Santana, em entrevista para o portal “G1”.

Em um condomínio de luxo, localizado no bairro Barra da Tijuca, a equipe policial prendeu dois homens apontados como donos da construtora dos prédios que desabaram em Muzema, em abril do ano de 2019. O ocorrido resultou na morte de 24 pessoas.

Um dos investigados pela operação, apontado como braço armado da milícia, movimentou em um período de cinco meses R$ 900 mil. Este, estava preso desde a primeira operação desta saga, intitulada “Intocáveis”, também em abril de 2019.

Um dos procurados nesta quinta-feira, chegou a movimentar, de acordo com informações da polícia, quase R$ 8 milhões entre janeiro de 2017 e julho de 2018, apesar de ele ter declarado um salário de R$ 4 mil como encarregado de obras.

Todos os investigados vão responder pelo crime de Associação Criminosa, previsto no artigo 288 do Código Penal.

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