Em ação conjunta, a  Polícia Civil através da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Subprocuradoria-geral de Justiça de Assuntos Criminais e de Direitos Humanos realizam, nesta sexta-feira (27) a operação Senones para cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra o prefeito de Japeri, Carlos Moraes Costa, o presidente da Câmara de Vereadores, Wesley George de Oliveira, e o vereador Claudio José da Silva. Os três, ao lado de Jenifer Aparecida Kaizer de Matos, foram denunciados pelo MPRJ à Justiça por associação para o tráfico de drogas. A operação é um desdobramento das investigações da Polícia Civil, do Grupo de Atribuição Originária em Matéria Criminal (GAOCRIM/MPRJ) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ). A ação conta com o apoio da Coordenadoria de Inteligência da PMERJ.

Paralelamente, estão sendo cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra 37 traficantes denunciados por integrarem a mesma facção criminosa que controla a venda de drogas em diversas comunidades de Japeri, na Baixada Fluminense. A quadrilha era chefiada pelo traficante Breno de Souza, o BR, preso na semana passada em operação do GAECO/MPRJ com a Polícia Militar.

De acordo com as investigações, o prefeito e os vereadores integravam o núcleo político da organização criminosa que domina o tráfico de drogas no Complexo do Guandu, em Japeri. A denúncia aponta que eles se aproveitavam de seus cargos para atuar em favor dos interesses dos traficantes de drogas, em especial de Breno de Souza.

Ainda segundo as investigação, os políticos faziam uso de seus mandatos para repassar informações privilegiadas e  articular ações integradas que permitissem os traficantes atuar livremente. Eles usavam também das suas funções para praticar fraudes em licitações e desvios de dinheiro público em favor da organização criminosa. O prefeito de Japeri, Carlos Costa, chegou a ser flagrado em diálogos com o traficante Breno Souza mostrando seu comprometimento com a defesa dos interesses da organização criminosa, e que na qualidade de Prefeito, não mediria esforços para evitar que a mesma sofresse qualquer prejuízo.

Em relação aos 37 traficantes denunciados por integrarem a organização liderada por Breno de Souza, a investigação apurou que além de controlar a distribuição de drogas na região – praticando diversos outros crimes para afirmar o controle territorial, como homicídios, roubos, extorsões -, os criminosos mantinham sociedade com os operadores de um areal clandestino no interior do Complexo do Guandu. Nos diálogos judicialmente interceptados, fala-se que o lucro mensal do tráfico com essa atividade chegaria a R$ 100 mil.

Fonte: Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro

Crédito da foto: Reprodução de vídeo / TV Globo